Marketplace Prevê Atingir 50 Mil Varejistas e 30 Indústrias
Souk Realiza Leilão Holandês


Texto: Júlia Pestana
A Souk, marketplace que
conecta o varejista com a indústria, cresceu 18% em 2021, ante 2020. A
plataforma, que tem como objetivo evitar que alimentos com validade curta
estraguem, já movimentou 56 mil toneladas de alimentos e comercializou 2,5 mil
toneladas de produtos por mês. Em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News, o
fundador e CEO da Souk, Roberto Angelino Filho, revela como a solução foi
direcionada para pequenos comerciantes: "Vendemos menos para milhares de varejistas.
Por exemplo, quando um peito de peru tem 90 dias de validade, e faltam 45 dias
para o prazo terminar, para a indústria é aterrorizante, mas para um comprador
que vende o estoque em uma semana, isso equivale a seis estoques ou seis
compradores".
Técnica do Leilão Holandês
Na plataforma, a
negociação é realizada por meio de lances e a compra pode ser feita em qualquer
horário ou dia da semana, sendo entregue pela indústria no local escolhido. "É
como um leilão holandês: o varejista consegue ver o valor que foi fechado em
outros lances e faz uma proposta. A indústria dá o retorno em até 15 minutos e,
caso não seja aceito, o comerciante deve fazer outro lance", explica Roberto.
Atualmente, a plataforma possui 23 mil varejistas e indústrias parceiras, como
Seara, Tirolez, Mondelez, Forno de Minas, Massa Leve, Doriana e Iogurtes
Nestlé. Segundo a Souk, a ferramenta aumenta a distribuição numérica da
indústria que, atualmente, é composta por 40% de comerciantes com 1 a 4
checkouts, 25% de 5 a 9 checkouts, 3,5% do food service e 2% de padarias.
Transformação Digital do
Varejo
Para o CEO, o crescimento
da Souk, que foi criada em 2018, se deve à maior adesão das indústrias. "O
mercado está reconhecendo a importância da eficiência, está oferecendo um maior
mix e entende que a ferramenta potencializa o trabalho de vendas." Nos próximos
dois anos, a plataforma planeja alcançar a marca de 50 mil varejistas no
aplicativo e 30 indústrias operando. "A tendência deste segmento se
resumirá a comprar mais barato, ter conveniência, vender para o maior número de
varejo possível e ter a maior rentabilidade. Empoderamos os pequenos varejistas
e democratizamos uma relação com a indústria que apenas os grandes
supermercados tinham. A transformação digital do varejo é focada em repensar
novas formas de fazer compra", finaliza Roberto.
