Frete Grátis e Parcelamentos Continuam em Queda
Comércio Eletrônico
Segundo dados da 34ª edição do relatório
Webshoppers, elaborado pela E-bit com o apoio da Câmara Brasileira de Comércio
Eletrônico, desde julho de 2014, o consumidor online vem assistindo à queda
paulatina da oferta de compras com frete grátis. O agravamento da crise e o
aumento dos custos de operação logística, que já não podem mais ser absorvidos
integralmente pelas lojas virtuais, são os responsáveis por essa queda. "Hoje
as lojas já não precisam mais usar a gratuidade do frete para estimular a
compra, pois o comércio eletrônico já está estabelecido", diz Leonardo Palhares,
presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). "O frete
passou a ser oferecido para o consumidor de acordo com as suas necessidades ou
urgência".
Crise
Econômica Afetou a Forma de Compra pela Internet
A
crise também mudou a forma como o consumidor paga sua compra pela internet - mais
à vista e em menos parcelas. Afinal, com a manutenção da taxa Selic elevada e a
inflação em alta, as lojas têm optado por oferecer prazos de parcelamento
menores e com juros e descontos maiores para pagamentos à vista no boleto. "O risco do desemprego contribui para que o
consumidor não queira fazer dívidas de longo prazo no cartão de crédito", diz
Palhares. Segundo a pesquisa Webshoppers, o pagamento à vista foi preferido por
42% dos e-consumidores. E dos que optaram pelo parcelamento da compra, o número
médio de parcelas ficou em 2,4.
