Minas Gerais receberá 78 novos supermercados em 2026
O setor supermercadista mineiro deve manter o ritmo de expansão em 2026, com a projeção de 78 novas unidades no estado. Segundo levantamento da Associação Mineira de Supermercados (AMIS), o investimento previsto para este ano é de R$ 1,3 bilhão. Embora o número de inaugurações seja inferior ao patamar atípico do ano anterior, o aporte financeiro permanece elevado devido ao perfil de empreendimentos de maior porte e à expansão das principais redes. A expectativa da entidade é que o consumo no setor registre um crescimento real de 3,45% em 2026, impulsionado pela estabilidade dos preços da cesta básica e pelo aumento do poder de compra das famílias.
Cenário favorável para expansão
Segundo o presidente executivo da AMIS, Antônio Claret Nametala, há uma demanda crescente no setor, que é favorecido pela baixa concentração de mercado no estado. “O crescimento do número de lojas, com unidades cada vez mais modernas em tecnologia e com mais serviços, está associado ao aumento da demanda e à característica do setor supermercadista em Minas Gerais, em que não há concentração de mercado. Isso favorece novos investimentos, com ampliação e diversificação da oferta em diferentes municípios”, afirma. “Verificamos também o grande número de lojas abertas por pequenas empresas de todas as regiões, mostrando a força do pequeno varejo”, completa o presidente.
Setor encerra 2025 com números recordes
O desempenho em 2025 foi marcado por um recorde histórico, com a inauguração de 102 lojas em Minas Gerais, somando um investimento de R$ 1,43 bilhão. O faturamento bruto do setor atingiu R$ 135,2 bilhões no ano passado, o que representa 11,68% do PIB mineiro. De acordo com a AMIS, o formato de supermercado tradicional (vizinhança) liderou as aberturas com 83 unidades, seguido pelo atacarejo (13) e o modelo gourmet (6). “O histórico das nossas pesquisas mostra que a inauguração de 102 lojas no ano é bastante atípica. A única vez que tivemos a abertura de mais de 100 lojas foi em 2021, exatamente porque muitos empreendimentos não puderam ser concluídos em 2020, paralisados pela pandemia”, pondera Antônio Claret Nametala.
