GPA registra prejuízo de R$ 731 milhões no terceiro trimestre
O GPA registrou prejuízo líquido de R$ 731 milhões no terceiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 134 milhões apurado no mesmo período do ano anterior. Considerando apenas as operações continuadas, o prejuízo foi de R$ 220 milhões, ante resultado positivo de R$ 142 milhões no terceiro trimestre de 2025. A companhia ressalta que o resultado do ano passado foi beneficiado pelo reconhecimento de um crédito tributário de R$ 418 milhões. Excluindo esse efeito, o prejuízo das operações continuadas teria sido de R$ 276 milhões. Já as operações descontinuadas registraram prejuízo de R$ 511 milhões, influenciado principalmente por uma provisão de R$ 467 milhões. Desconsiderados esse efeito e o impacto positivo de R$ 108 milhões de um processo tributário reconhecido no terceiro trimestre de 2025, o resultado dessas operações apresentou melhora de 62% na comparação anual.
Receita e vendas recuam
Em recuperação extrajudicial, o GPA registrou receita de R$ 4,12 bilhões no trimestre, queda de 9,6% em relação ao mesmo período de 2025. As vendas totais somaram R$ 4,6 bilhões, recuo de 6,5% na comparação anual, refletindo principalmente a decisão da companhia de priorizar a rentabilidade, com a descontinuidade de formatos e negócios. Em nota, a empresa afirmou que o desempenho comercial foi impactado pelo ambiente de consumo desafiador, marcado pela pressão sobre o poder de compra e pelo elevado endividamento das famílias. O prolongamento do processo de homologação da recuperação extrajudicial também afetou a disponibilidade de produtos e a dinâmica comercial com fornecedores. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 389 milhões, piora de 22,9%. As informações são do Valor Econômico.
“A homologação da Recuperação Extrajudicial representa um avanço fundamental na reorganização financeira do GPA. Mas sabemos que a transformação da companhia vai além da estrutura de capital. Nossas prioridades seguem sendo simplificar a operação, fortalecer nossa proposta de valor e recuperar o crescimento rentável das vendas. Temos consciência dos desafios que temos pela frente e confiança na nossa estratégia, na capacidade das nossas equipes e na disciplina de execução para construir um GPA mais sólido e sustentável”, afirma Alexandre Santoro, CEO do GPA.
