Windows Anuncia Fim do Suporte ao Server 2008. Mas o Que Isso Significa
*Por
Leonardo Souza
Estamos
nos aproximando rapidamente do fim da vida do sistema operacional de servidor -
o Windows Server 2008 e Server 2008 R2 - que, em breve, que ficará sem suporte
oficial, em 14 de janeiro de 2020.
No
entanto, muitas empresas ainda contam com o Windows Server 2008 para funções
básicas de negócios, como Servidor de Diretório, Servidor de Arquivos, Servidor
DNS e Servidor de E-mail. As organizações dependem desses workloads para
aplicativos de negócios críticos e para oferecer suporte a seus serviços
internos, como o Diretório Ativo, o compartilhamento de arquivos e a hospedagem
de websites. E para milhões de servidores corporativos, isso significa o fim
das atualizações de segurança, deixando a porta aberta para sérios riscos de
segurança.
Qual o impacto real?
O
fim do suporte para um sistema operacional como o Windows Server 2008 introduz
grandes desafios para as organizações que estão executando seus workloads na
plataforma. Embora alguns possam estar prontos para migrar totalmente para um
novo sistema ou para a nuvem, a realidade é que a maioria das organizações não
conseguem migrar isso rapidamente devido a restrições de tempo, orçamentárias
ou técnicas.
Olhando
para o Windows Server 2003, mesmo nove meses após o fim do suporte oficial ao
produto, 42% das organizações indicaram que ainda usariam o Windows Server 2003
por seis meses ou mais, enquanto os 58% restantes ainda estavam no processo de
migração do Windows Server 2003 (Osterman Research, abril de 2016). É provável
que o mesmo ocorra com o fim do suporte oficial ao produto, do Server 2008, o
que significa que muitos aplicativos críticos continuarão a rodar no programa
pelos próximos anos, apesar dos riscos de segurança cada vez maiores.
Quais são os riscos?
O
fim do suporte significa que as organizações devem se preparar para lidar com
atualizações de segurança ausentes, problemas de conformidade, defesa contra
malware, bem como outros bugs não seguros. Você não mais receberá patches por
questões de segurança ou notificações de novas vulnerabilidades que afetem seus
sistemas.
Com
a constante descoberta de novas vulnerabilidades e exploits - 1.450 ataques de
zero-day divulgados pelo ZDI apenas em 2018 - é praticamente garantido que
veremos adições às mais de 1.300 vulnerabilidades enfrentadas pelo Windows
Server 2008. A falta de notificações para ajudar a monitorar e medir o risco
associado a novas vulnerabilidades pode deixar uma grande lacuna de segurança.
Este
foi o caso de muitas organizações após o ataque global do ransomware WannaCry
em 2017, que afetou mais de 230.000 sistemas em todo o mundo, aproveitando
especificamente o exploit EternalBlue, presentes em sistemas operacionais
Windows mais antigos. Embora a Microsoft tenha fornecido um patch para isso,
muitos não conseguiriam aplicá-lo a tempo, devido à dificuldade de se atualizar
sistemas mais antigos.
O que as equipes de segurança e de TI podem
fazer?
A
solução mais óbvia é migrar para uma plataforma mais nova, seja no local ou
usando uma opção de infraestrutura como serviço (IaaS) de nuvem, como AWS,
Azure ou Google Cloud.
No
entanto, sabemos que muitas organizações atrasam a migração ou deixam uma parte
de seus workloads em execução em ambientes com Windows Server 2008 em um futuro
previsível. Os hackers estão cientes desse comportamento e geralmente veem
servidores fora do suporte como um alvo fácil para ataques. As equipes de
segurança precisam avaliar o risco envolvido em deixar os dados da empresa
nesses servidores e se os dados estão seguros ou não. Caso contrário, você precisa
garantir que tenha a proteção certa para detectar e interromper ataques e
atender às regras de compliance em seu ambiente Windows Server 2008.
*Leonardo
Souza é especialista em cibersegurança na Trend Micro.
