Quatro vantagens para investir em retail media
*PorFelipe Salvador, segment owner de varejo na
Pricefy by Selbetti Tecnologia
O varejo está vendendo mal e é isso que mostra o índice de
intenção de consumo, tal qual como o quanto o setor deveria estar representando
em percentual no PIB brasileiro. Mas não estamos aqui falando sobre quantidade
de venda seja por produto, categoria, nem sobre a qualidade dos produtos ou do
serviço prestado.
O relacionamento B2B é a resposta, mais especificamente, as
opções de comunicação visual que ambos, varejo e a indústria, têm a
oportunidade de trabalhar. É isso mesmo, a forma como se vende e inclusive se
faz trade marketing tem potencial de mudar qualquer trajetória varejista.
Tão importante que a negociação entre o varejo e a indústria,
a relação com os dados e a necessidade pela criatividade do marketing ficam
mais atrativos e o setor comercial ama negociar algo assim. Antes de qualquer
coisa, retail mídia ou mídia de varejo, potencializa o trade marketing
do setor, trazendo como novidade a comercialização dos espaços disponíveis para
veicular anúncios via telas nas lojas online, físicas ou até mesmo fazendo a
integração entre ambos os espaços.
Sem se resumir a isso, o modelo também oferece aos
anunciantes (que em grande parte serão seus fornecedores) um maior conhecimento
dos dados sobre seu público, informações demográficas, disponibilidade, entre
outros indicadores. E a loja física irá chamar mais atenção do consumidor com
as telas, como por exemplo, de digital signage.
Em resumo, é a resposta como a comunicação visual transforma
o valor daquilo que se vende.
Número 1- Vantagens de trade marketing
O potencial das mídias do varejo monetiza espaços antes não
rentabilizados, um diferencial que a indústria vem buscando para sair na frente
da concorrência. Mas as telas nas lojas não se atentam apenas ao trade
mencionado, como também:
- Corrigem e otimizam o tempo das correções de preços errados
entre a informação da loja com ERP/softwares de gestão;
- Mostram, via dados, que a experiência boa ou ruim é
calculável tal como o preço percebido pelo cliente;
- Com o aumento de velocidade na integração de dados, o trade
passa a possibilitar uma geração de novas campanhas via mídia digital, como uma
tela de digital signage. Como resultados dos itens anteriores o trade marketing
então poderá e deverá salvar a rentabilidade de um setor, o faturamento bruto
de uma loja, aumentar o faturamento líquido de uma rede, e mudar mais do que a
rota do cliente na loja quando fisgado por uma propaganda em uma tela, como até
o hábito de consumo do mesmo.
Número 2 - Vantagens da digitalização
Novos canais, modelos de negócio, atendimento, proximidade,
conectividade, etc, o varejo da sua essência tem a chance de valorizar em
velocidades inimagináveis o trade marketing.
Soluções como as da imagem aumentam o potencial da
comunicação visual de oferecer mais formatos aos clientes, dentre eles ajudando
a:
- Diminuir a venda perdida operacional através das etiquetas
eletrônicas que causam um transtorno anual de 10% a 15% por preço errado, nome
do produto com falha ou validade de oferta.
- Diminuir os gastos com impressão, onde entramos com
soluções que ajudam o varejista a economizar em potencial seus custos, além de
obter maior controle e diminuir os erros.
- Aumentar a rentabilidade em até 33% utilizando displays
digitais nas lojas, onde também podemos disponibilizar painéis de led,
etiquetas eletrônicas, digital signage que podem ainda ampliar o lucro quando
melhor aproveitado pelos setores de marketing/comercial como uma ferramenta
promocional, ou seja, monetizando essas plataformas.
Número 3- Simplicidade e inovação
O varejo precisa hoje de experiências com velocidade,
processos com inovação. Feedbacks dos clientes e parceiros também são vantagens
e todos destacam a facilidade, velocidade e experiência de execução e
treinamento independentemente do período de implantação das ferramentas. Nosso
varejo requer muita velocidade e simplicidade.
Número 4- Oferecer uma experiência desejada
Acredito que a palavra experiência sempre nos norteia para o
atendimento. A Hootsuit Digital, que dispõe anualmente seu guia digital de
dados seja no mundo ou por país, mostra que em 2018 um total de 4.021 bilhões
de usuários, com um crescimento de 7% (248 milhões) comparado a 2017.
No meio do caminho tivemos a pandemia, um evento indesejado
que entre seus impactos potencializou a transformação digital das empresas e a
necessidade de uso das pessoas. Assim, o guia trouxe em 2023 um número de 5.44
bilhões de usuários, ou seja, um crescimento de 35,3% (1.42 bilhões em relação
a janeiro de 2018). Esse dado nos faz então refletir se o aumento de
profissionais de atendimento, marketing, costumer succes, etc, acompanharam o
mesmo valor percentual, quais as ações seriam corretas para o varejo oferecer a
melhor experiência para tal.
O varejo de 1950 mudou. Me lembro que em meados de 90, aos
finais de semana eu e meu primo brincávamos em uma kombi do Pastorinho que
ficava guardada na garagem da casa do meu avô, Horácio Salvador, gerente do
depósito da rede e que liderava as operações. Esse fato mostra muito o quanto o
varejo mudou.
Hoje o consumidor busca por um atendimento 24 horas, tem
aplicativos de delivery à disposição, separadores de pedidos, etc. A grande
questão é que ainda hoje, 2023, essa digitalização causa receio de muitos
consumidores, e eles, muitas vezes, valorizam as ações do chão de loja, o que a
torna mais viva do que nunca.
