O Paradoxo da Complexidade das Operações e a Simplicidade da Experiência de Consumo
*Por
Lyana Bittencourt
Já
chegou a hora de mudar o discurso e deixar de falar mais do mesmo - de
falar sobre a importância da conversão entre digital e físico - a essa
altura, todo mundo já percebeu. Inclusive porque quando se desenha uma
operação de varejo para que ela seja realmente eficiente, não basta
colocar no projeto todo seu conhecimento, mas principalmente aquilo que
você sabe sobre o consumidor - e ele transita de forma fluida por todas
essas dimensões. Ele é o guide.
Mais
que afirmar que ele está no centro, os tempos atuais nos sugerem fazer
perguntas ainda mais profundas: de qual consumidor exatamente se está
falando? Como ele se comportaria nas diferentes jornadas? Quais são seus
desejos? O que ele busca na relação com as marcas? E como as marcas
podem tornar a jornada de compras mais simples e fluida.
O
guia, além do consumidor, são as respostas a essas perguntas quase
existenciais. Elas não são desconexas da complexidade cada vez maior de
simplificar tudo que se vê do balcão para fora. Com uma entrega de
experiência prazerosa para seu público.
Para
alcançar a simplicidade aos olhos do consumidor, temos hoje a sorte de
contar com ferramentas, sistemas, plataformas e algoritmos capazes de
trazer uma boa parte das soluções - que de fato, do ponto de vista da
operação culmina numa complexidade importante. O grande desafio passa
então a ser o de gestão e ordenação dessas ferramentas de maneira
realmente eficiente, ou corre-se o risco de alto investimento e pouco
resultado.
Muitas
vezes a marca precisa contar com apoio externo para lidar com o
paradoxo da complexidade da operação versus a simplicidade da
experiência do cliente. Ter uma consultoria de negócio capaz de fazer
essa primeira navegação, testes válidos de eficiência, além de possuir
um portfólio histórico de negócios já consolidados em termos de operação
é uma das condições para que a jornada do balcão para frente e também
do balcão para trás possam ser bem sucedidas.
Todos
os dias, me relaciono com pessoas à frente de negócios que desejam
estabelecer novas relações com o consumidor, e até mesmo começar a se
relacionar com um novo público. Isso é um desafio que me instiga: criar
conexões capazes de abarcar todos os processos do varejo, sendo fácil
onde tem que ser fácil e sofisticado quando convém.
Para
finalizar, convoco o varejista a se dispor ao novo, trazendo seu
negócio para um outro patamar - desenvolvendo novos canais de vendas,
novos modelos de negócios e novas relações com o consumidor - com um
olhar para a tecnologia mas principalmente no papel que ela vai
desempenhar para aprimorar e simplificar (sem tornar simplista) a
experiência do consumidor.
*Lyana Bittencourt é CEO do Grupo BITTENCOURT - Consultoria especializada
em desenvolvimento, expansão e gestão de redes de franquias e negócios
22/04/2022
