Entenda o Impacto do Varejo Low Touch
*Por Christian
Vincent
Traduzido
como de baixo toque, ou seja, com baixo nível de interação, o varejo low touch
tem como objetivo escalar processos e reduzir os custos envolvidos, o que
permite melhorar a experiência do consumidor e potencializar os lucros do
negócio.
Esse
modelo de negócio não é tão recente, mas passou a ganhar destaque com a
pandemia de Covid-19, devido à necessidade de distanciamento social. No
entanto, a maior praticidade proporcionada fez com que a tendência se
consolidasse com maior velocidade. Por isso, é importante conhecê-la para
adequar o seu estabelecimento e aproveitar os benefícios dessa estratégia.
Como melhorar a experiência do
usuário com Low Touch?
A experiência do
cliente considera diferentes fatores no atendimento. Nesse cenário, o low touch
pode otimizar a vivência ao proporcionar conforto, autonomia e segurança ao
usuário. Ele não fica dependente do atendimento por outras pessoas, enquanto
aproveita um ambiente mais organizado.
Para exemplificar,
vamos visualizar um cenário: um supermercado que enfrenta problemas com
inúmeras filas pode se organizar para funcionar no modelo self-service,
agilizando os atendimentos. Caso encontre dificuldades, é possível ter
ferramentas tecnológicas, como chatbots, ou atendentes especializados.
Ou seja, a automação
permite que a empresa otimize os processos, o que gera impactos positivos aos
clientes. Ademais, soluções para que os consumidores desfrutem de maior
autonomia no modelo low touch complementam as vantagens, criando uma
experiência mais positiva.
Quais são
as vantagens dessa tecnologia para o varejo?
Fluidez na
mobilidade e facilidade de compra- O varejo low
touch pode ser aplicado tanto nas compras online quanto em ambientes físicos. É
possível fazer compras pela internet e receber a entrega ou buscar no
estabelecimento. Também é possível ir até o local, escolher os itens e depois
aguardar a entrega em casa.
Portanto, a
mobilidade e flexibilidade fazem parte dessa tecnologia, garantindo maior
facilidade de compra e possibilidades para os consumidores. As opções de
delivery também se tornam mais amplas - testes com veículos autônomos e, até
mesmo, drones, já são realidade.
Pagamentos por
meios digitais -Com o low touch, os meios
digitais de pagamento se tornam ainda mais relevantes. Além dos cartões, que já
podem ser utilizados por aproximação, outras formas para pagar as compras se
tornam relevantes. O uso de QR Codes, Pix, aproximação do smartphone e outras
modalidades tendem a ganhar mais espaço. Para isso, é possível que outras
tendências de segurança passem a ser utilizadas, como a biometria e o
reconhecimento facial.
Crescimento da Realidade Aumentada- Outra vantagem relacionada à tecnologia é o crescimento do uso
da realidade aumentada. O desenvolvimento de ferramentas tende a ampliar a sua
aplicação no varejo, permitindo que as empresas otimizem ainda mais o
atendimento ao cliente.
Em lojas de roupas, por exemplo, a
ferramenta pode ser desenvolvida para dar acesso a provadores virtuais. Não é
incrível? Essa funcionalidade evita o deslocamento do cliente até a loja e a
necessidade de provar as peças. Em compras online, isso traz facilidade ao
reduzir os riscos de precisar fazer trocas.
Com o tempo, a
tendência é que surjam cada vez mais soluções que se alinhem à aplicação da
realidade aumentada. Dessa maneira, é importante acompanhar o mercado para
entender quais possibilidades estão sendo desenvolvidas e como elas poderão ser
aplicadas no varejo.
Consumidor autônomo
As vantagens
citadas fazem com que a estratégia se encaixe ao novo comportamento do
consumidor, que busca cada vez mais autonomia. O self-service proporciona
agilidade e liberdade no atendimento, mas exige informações completas e
sistemas adequados para que possa entregar uma boa experiência.
Assim, investir em
tecnologias voltadas ao atendimento low touch se torna fundamental para que a
estratégia tenha sucesso no varejo. Portanto, é preciso ter equipamentos e
softwares que possibilitem o crescimento escalável desses processos. Desta
maneira, é importante que a empresa busque formas de adaptar os serviços para
incluir essa possibilidade de atendimento aos clientes.
*Christian
Vincent é CEO da IZIO
