Em Meio a um Contexto Delicado e de Incertezas Causado Pela Epidemia, Especialista em Negócios Indica os Melhores Caminhos Para Garantir a Sobrevivência da Marca
Como Proteger a Empresa do Covid-19
*Por Cauê Luna Silva
Segundo
informações divulgadas pela Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE), os países levarão anos para
conseguirem se recuperarem dos impactos causados pelo Covid-19. Quando
se trata do setor econômico, a instituição estima um crescimento global
de no máximo 1,5%. Já no Brasil, o governo anunciou recentemente que a
previsão financeira passou de 2,1% para 0,2%. Diante desse contexto,
como as empresas devem posicionar-se em uma situação extremamente
delicada e incerta?
Do
ponto de vista de Cauê Luna Silva, diretor comercial da Poli Júnior -
Empresa júnior de Engenharia da USP, trata-se de um período em que os
empresários devem procurar se distanciar do modelo convencional de
negócio. "A única certeza que temos é a de que os formatos de
empreendimentos não estão prontos para lidar com a mais grave das crises
das últimas décadas, que também provocou diversas alterações nos
hábitos sociais. Portanto, rodar toda a rotina de operações
convencionalmente é um tiro no pé. Mais do que nunca é fundamental
reinventar-se ao consolidar a estrutura interna da empresa".
Para
iniciar o processo de reinvenção do negócio, o diretor comercial sugere
identificar as mudanças internas geradas no negócio, além de dedicar-se
aos estudos dos aspectos externos. 'Neste caso, é indispensável
acompanhar a evolução do vírus, as políticas governamentais que estão
sendo adotadas e o impacto da crise nos diferentes setores da economia
tais como as alterações de demandas de produtos', explica Cauê.
Já
o segundo passo é concentrar-se na estruturação de planos de ação que
permeiam as principais áreas do negócio tais como a adaptação dos
processos internos e externos de trabalho, a consolidação de uma gestão
financeira eficiente, o remanejamento de estratégias de mercado e a
construção de um monitoramento do desempenho da empresa. Em seguida, é
importante focar-se na próxima fase do processo de reinvenção: a de
retorno, visto o quanto é importante preparar a organização para a hora
que a economia estiver se recuperando da recessão a fim de aproveitar as
tendências de mercado.
"Essa
é uma das etapas que raramente passa pela mente dos empresários porque
em um cenário de crise a tendência é buscar apenas o desenvolvimento de
soluções a curto prazo. Entretanto, deve-se garantir a sobrevivência do
negócio além do período de recessão'', explica o diretor. Aqui, também é
importante traçar planos de ação e contenção de risco de maneira ágil e
assertiva. "Não há espaço para procrastinação. A manutenção da saúde da
empresa está diretamente direcionada ao sucesso rápido dos planos de
ação delimitados'', pontua Cauê.
Por
fim, o especialista indica procurar manter uma visão ampliada do
mercado. "Existem diversas adaptações a serem realizadas com urgência e
para muitas delas é natural que não haja o know-how de execução muito
bem consolidado internamente. Mas, a falta de know-how não deve ser um
empecilho no momento de reinventar o negócio''.
Neste
contexto, a Poli Júnior desenvolveu uma célula de inteligência com um
portfólio capaz de auxiliar os empresários no período de crise. "Após
quase duas semanas de trabalhos intensos conseguimos elaborar um serviço
estratégico de gestão de crise para ofertarmos as pessoas com
necessidades de reestruturar os aspectos fundamentais do negócio'',
revela o diretor comercial. Ao todo, a iniciativa da empresa júnior atua
em cinco frentes de serviços, sendo elas gestão financeira, gestão de
times remotos, gestão de indicadores e metas e gestão de processos
internos.
*Cauê Luna Silva é diretor comercial da Poli Júnior - Empresa júnior de Engenharia da USP
18/05/2020
