Como as empresas asiáticas de e-commerce dominaram o cenário brasileiro
*Por
Deborah Urbach Malheiro, Líder de Vendas para LATAM do SHAREit
O e-commerce
ganhou um impulso durante a pandemia. As maiores empresas da área estão cada
vez mais conquistando usuários. O fato é que o conforto de escolher entre
muitas opções de produtos, comprar de casa, poder acompanhar o status da
entrega e receber o produto facilmente atraíram pessoas e mudaram o hábito de
consumo para sempre. O e-commerce brasileiro cresceu 27% em 2021, totalizando 182,7
bilhões em vendas e 87,7 milhões de consumidores online. Em uma população de 212,6 milhões de pessoas, isso
representa 41,25% das pessoas comprando via internet diariamente.
Desta população, 68%
realizaram compras em sites estrangeiros em 2021,
o que reflete também o comportamento do brasileiro de apostar em novas opções
de fora do mercado local. E não só o e-commerce em si, mas especialmente o
mobile commerce, ou m-commerce, tem conquistado os brasileiros. Nunca foi tão
fácil comprar como é agora, com um celular na mão e a poucos toques do produto
que deseja.
Somente em junho
de 2022, 74%
dos acessos a e-commerces foram feitos a partir de celulares, sendo o Shopee um dos líderes do ranking dos mais
acessados. E a que se deve esse sucesso da Shopee entre os brasileiros? Claro
que o que escrevi acima, sobre praticidade ou mesmo tendência de compra
internacional devido a um bom custo-benefício são pontos inquestionáveis. Mas
existem outros fatores que influenciam, e muito, nessa conta.
As
funcionalidades que o usuário brasileiro busca
Estas empresas,
ao chegarem no Brasil, adotam uma postura cross-border. Primeiro,
procuram compreender como funciona o mercado, oferecendo soluções genéricas
para ele e, aos poucos, se inserindo na cultura local. Isso significa que
algumas soluções destas plataformas serão as mesmas independentemente do
mercado em que atuem, mas que são funcionalidades que podem operar muito bem em
diversos mercados. No Brasil, os usuários estão prontos para interagir com
jogos de celular.
Os chamados
jogos casuais atraem o público brasileiro como nenhum outro na América Latina.
Uma pesquisa recente da AppsFlyer
mostra que o Custo por Instalação deste
tipo de jogo no Brasil subiu 30% no 4º trimestre de 2021 se comparado ao 1º
trimestre. O que significa que os usuários do país desejam jogar games simples
e que são aparentemente fáceis de ganhar. Ferramenta essa explorada com vigor
pelos aplicativos chineses de comércio eletrônico, que vinculam estes jogos a
prêmios, recompensas e códigos promocionais para engajar o usuário na compra.
Além destas
ferramentas que os apps chineses trazem de sua cultura e que fazem indiscutível
sucesso, é importante que um aplicativo que esteja procurando expandir sua
presença no mercado de e-commerce brasileiro preste atenção em alguns pontos
que podem otimizar sua utilização pelo usuário: registro de conta simples e
rápido de fazer, personalização de opções de compra para o cliente de acordo
com buscas anteriores, check-out rápido e que evite o abandono de carrinho, com
opções de pagamento utilizadas pelo mercado local, como o Pix no Brasil,
por exemplo.
Estas empresas
precisam também focar em mostrar ao público local seu excelente custo-benefício
aliado à existência de parceiros regionais. Algo que, cada vez mais, é
tendência para grandes multinacionais. Escritórios locais, que visam estreitar
a parceria com vendedores do país, acabam sendo uma maneira estratégica de
aliar o preço baixo à diminuição do prazo de entrega dos produtos, o que pode
atrair ainda mais consumidores brasileiros.
No entanto, para
continuar crescendo, empresas de e-commerce, como a Shopee, precisaram de
parceiros que os ajudassem a conseguir penetração de mercado em regiões
estratégicas e em crescimento exponencial, como o Brasil. Para isso, estas
empresas geralmente contam com uma estratégia de mobile marketing bem
estruturada. Com ajuda de empresas como o SHAREit, muitos aplicativos de
comércio eletrônico, como o Shopee, constroem sua base de usuários e também
impulsionam o reengajamento e a retenção de usuários.
O uso de
um publisher pode ser um impulso a mais para as empresas
Para conquistar estas metas, os anúncios precisam
ser feitos em plataformas corretas e com a mensuração de KPI's de maneira
assertiva. Um outro aspecto relevante é que nem sempre o melhor caminho para
uma empresa é anunciar por meio de agências. Entender que há publishers que
podem fazer esse trabalho diretamente torna o caminho para o sucesso mais
efetivo.
O publisher é
aquela empresa que também vai servir como veículo de comunicação de sua
mensagem por meio da veiculação dela em uma plataforma, site ou aplicativo. Sem
intermediários, anunciar com um publisher gera uma tomada de decisão mais
assertiva, já que a marca pode ver facilmente o número de usuários que
interagiram com seus anúncios e os seus respectivos perfis, o que traz uma
grande credibilidade e transparência nos dados fornecidos.
Estas
informações são úteis para o departamento de marketing da empresa que está
anunciando compreender e analisar o mercado e entender como ter resultados
melhores em suas campanhas in-app.
No momento da
escolha de parceiros, o ideal é que o e-commerce verifique a relevância do
publisher, seu alcance, perfil demográfico, base de usuários e formatos de
anúncio permitidos - como feed, vídeo, home icon, page-popup e outros.
É preciso que a
equipe de marketing do m-commerce entenda como este público é atingido e as
soluções de anúncios que podem ajudar a incrementar suas estratégias e sua
presença no mercado brasileiro. Tendo em mãos esses conhecimentos, os
m-commerce têm a chance de impulsionar ainda mais o crescimento de compradores
e tornarem-se players indispensáveis no mercado.
