Cinco dicas para o varejista criar uma experiência fluida em sua loja
*Por Thiago Artacho,CEO da Green Retail Solutions
O
segundo semestre de 2023 já vai começar. E com ele, boas oportunidades de
vendas, com datas especiais como o Dia dos Pais (agosto), Dia das Crianças
(outubro), Black Friday (novembro) e o Natal (dezembro). Com certeza, o varejo
sem atrito é a chave para o desenvolvimento de experiências fluidas e
envolventes para o consumidor, que podem consequentemente refletir em um
aumento nas vendas nos próximos seis meses. Essa percepção é suportada por
pesquisas no campo do varejo e do comportamento do consumidor.
Um
estudo da Boston Consulting Group (BCG) descobriu que empresas líderes em
fornecer experiências excepcionais ao consumidor criam 55% mais valor, geram um
crescimento 190% maior e entregam 70% mais confiança em comparação com
companhias que não investem nessa área. Esses dados apontam claramente para a
importância de investir na experiência do cliente como um diferencial
estratégico e uma fonte de vantagem competitiva. Se você quer estar à frente da
concorrência, então, mãos à obra, a hora é essa.
É
importante salientar, porém, que um varejo "sem atrito" não significa
a ausência total de atrito. Atritos podem ser encarados como oportunidades para
o varejista e o cliente. A meta do primeiro deve ser minimizar os aspectos
negativos do atrito - como a dificuldade de encontrar produtos ou a lentidão no
processo de checkout - ao mesmo tempo que maximiza as oportunidades positivas,
como, por exemplo, a possibilidade de descoberta de novos produtos ou serviços
durante o processo de devolução de um item.
Em
resumo, o objetivo do varejo deve ser criar uma experiência positiva e
memorável para o cliente, o que, por sua vez, pode aumentar as vendas futuras.
Criar uma experiência fluida dentro da loja envolve vários aspectos
fundamentais. Veja cinco pontos do processo.
1
- É importante adotar uma mentalidade centrada no cliente. Precisamos ir além
de abordagens fragmentadas e incrementais para a experiência dele, ao invés
disso, considerá-lo como o ponto de partida de todas as nossas operações,
estratégias e tecnologia.
2- O varejista precisa estar em sintonia com os novos pontos de contato
emergentes - tanto digitais quanto físicos. Isso significa não apenas encontrar
os clientes onde estão hoje, mas também prever e planejar maneiras de
envolvê-los amanhã. Com a ajuda da inteligência artificial e dos dados, podemos
maximizar a satisfação do cliente através desses novos pontos de contato.
3- O relacionamento com os clientes deve ser bidirecional. Isso é, permitir que
eles compartilhem feedback e moldem seus próprios relacionamentos com a
empresa. Para isso, é necessária uma infraestrutura robusta e processos
eficientes que fomentem uma compreensão mais profunda do cliente e permitam uma
execução e inovação contínuas.
4- A personalização é a chave. Uma abundância de dados, quando combinada com
análises e inteligência artificial, nos permite medir, prever e personalizar as
experiências individuais. Os clientes apreciam e respondem a um serviço que é
personalizado para eles, pois isso mostra que sua individualidade é reconhecida
e valorizada.
5
- A flexibilidade é importante. A adoção de opções de serviço flexíveis, como
coleta e devoluções convenientes, ajuda a promover a conveniência, a
imediatidade e a eficiência do gerenciamento de estoque. Além disso, produtos e
serviços devem ser projetados como soluções abrangentes para o cliente, levando
em consideração seus padrões de compra e oferecendo promoções localizadas.
No
geral, a experiência do cliente deve ser uma prioridade estratégica para
qualquer empresa que busca se diferenciar e ganhar uma vantagem competitiva no
mercado. Isso requer o emprego de tecnologias emergentes, a adoção de uma
mentalidade centrada no consumidor e a recompensa de comportamentos que o
favorecem.
Afinal,
tudo o que fazemos começa com o cliente.
