6 dicas para implementar vendas on-line no atacado distribuidor
*Por Rafael Martins, CEO do Grupo Máxima
Apesar de ser
considerado um mercado mais tradicional, o setor atacadista vem se modernizando
e, cada vez mais, aplicando novas tecnologias em seus processos. Embora ainda
exista um longo caminho para a completa digitalização do segmento, à medida em
que a Transformação Digital ganha espaços no mercado, percebemos uma tendência
de modernização no atacado distribuidor no Brasil.
Um dos destaques são
as vendas on-line, que trazem uma das maiores vantagens competitivas para os
distribuidores, uma vez que elas agilizam o dia a dia dos compradores,
fornecendo uma experiência mais favorável ao próprio ritmo de trabalho atual.
Ao mesmo tempo, essa modalidade de vendas reduz custos operacionais e
potencializa os negócios.
Isso porque o ciclo
de vendas é encurtado, diminuindo a quantidade de processos a serem executados
desde a prospecção até a conversão, eliminando visitas e aumentando a
produtividade da equipe. Outro ponto fundamental é que o seu cliente tem a
autonomia de escolher quando e em qual canal prefere finalizar a compra. E a
presença digital cada vez aproxima você do shopper.
Já é sabido que a
modalidade de compra on-line segue crescente em relação à preferência dos
consumidores, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas. Em 2023, o faturamento
do e-commerce brasileiro foi de R$ 185,7 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira
de Comércio Eletrônico (ABComm). Além disso, Wunderman Thompson divulgou o
relatório de tendências B2B de 2023 sobre o futuro do comprador B2B, que
indicou que 50% das compras B2B feitas no Brasil são on-line e a expectativa é
que esse número suba para 61% em cinco anos. Ou seja, o e-commerce segue em
expansão no Brasil, incluindo no setor B2B.
Para reforçar os
benefícios da digitalização do setor atacadista, que são inúmeros e podem
impulsionar o crescimento de qualquer organização, seguem seis dicas para
aplicar este conceito na prática:
1- Integre funções em seu
e-commerce - para uma melhor experiência, o e-commerce no atacado
distribuidor deve integrar funções de distribuição em um sistema digital
acessível de múltiplos dispositivos. Com isso, o usuário pode armazenar
dados na nuvem e melhorar a visibilidade em tempo real da cadeia de
suprimentos.
2- Integre sistemas - uma ótima prática no
mercado é integrar o e-commerce com os sistemas principais, como ERP
(Enterprise Resource Planning). Além disso, é interessante fazer a
integração de tabelas de preço, cadastros de clientes e produtos, limites
de crédito e planos de pagamento, etc. Tudo isso contribui para evitar
ineficiências e perda de receita, garantindo que os dados sejam precisos e
atualizados.
3- Escolha uma plataforma de confiança - um
dos principais diferenciais de um e-commerce é sua plataforma. Por isso, é
preciso eleger uma ferramenta que seja flexível e suporte arquitetura
multicanal, permitindo adaptabilidade às necessidades futuras do negócio.
Isso torna a experiência do usuário melhor, além de permitir atualizações
sempre que necessário.
4- Listagem de produtos - é importante
sempre enriquecer as listagens de produtos com visual merchandising,
criação de categorias e vitrines inteligentes, descrições detalhadas dos
itens e especificações técnicas para melhorar a experiência do cliente e
potencializar a compra.
5- Aproveite o potencial do e-commerce - o
e-commerce rompe barreiras geográficas, por isso é importante usar todo
seu potencial, visando novos segmentos de clientes e expansão da área
atendida pelo seu negócio.
6- Estratégia omnichannel - com a
Transformação Digital, é essencial criar experiências de usuário
personalizadas e com compras simplificadas em todos os canais, o que
converge em para aumento da satisfação e da fidelização do cliente.
O setor atacadista
no Brasil vive um processo de modernização, impulsionado pela adoção de novas
tecnologias e pela crescente tendência de digitalização. Prova disso é que,
segundo o estudo do ranking ABAD/NielsenIQ (Associação Brasileira De
Atacadistas E Distribuidores De Produtos Industrializados) de 2023, a aposta no
comércio virtual se tornou tendência no setor atacadista.
A análise indicou
que 48,9% das empresas têm expectativa de investir no e-commerce, um aumento de
12% com relação ao ano de 2022. Ou seja, a migração para vendas on-line tem se
destacado como uma vantagem competitiva significativa, agilizando processos, reduzindo
custos operacionais e proporcionando uma experiência mais favorável aos
clientes.
Portanto, a
digitalização do setor não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para as
empresas que desejam permanecer competitivas e atender às crescentes demandas
do mercado.
