Shopper Busca Produtos Menores e Diversifica Canais
Preços Sobem Até 44%


As vendas de Páscoa devem
movimentar R$ 2,16 bilhões no varejo brasileiro, segundo estimativa da
Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O número
representa alta de 1,9% em relação a 2021, quando a soma foi de R$ 2,12
bilhões, mas queda de 5,7% na comparação com o período pré-pandemia, em 2019 (R$
2,29 bilhões). Neste ano, 68% dos consumidores pretendem comprar chocolate, mas
a demanda será distribuída entre diferentes canais de vendas. Dados do Google
apontam que 31% dos shoppers desejam comprar ovos de lojas especializadas em
chocolates e outros 32% pretendem adquirir ovos artesanais e caseiros. Já para
os shoppings, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) estima
um incremento de 2,5% nas vendas de Páscoa.
Páscoa no E-commerce
No e-commerce, os números
acompanham a tendência de crescimento. Para a Neotrust, o faturamento do canal
aumentará 10% na data, para R$ 6,6 bilhões. Ainda de acordo com o levantamento
do Google, as compras online serão complementares às das lojas físicas, que
ainda lideram a preferência dos shoppers. Os supermercados, atacados e lojas
varejistas serão o destino de 46% dos compradores, enquanto 19% pretendem
comprar em lojas de marcas de rua. No e-commerce, 19% irão fazer compras por
meio de aplicativos de entregas, 16% utilizarão o WhatsApp ou telefone e 15%
comprarão pela internet ou aplicativos. A plataforma de delivery iFood, por
exemplo, já registrou um salto de 158% nos pedidos de chocolates feitos nos
estabelecimentos parceiros.
Preços Pesam na Cesta
O ticket médio com ovos de
Páscoa deve ficar pouco acima de R$ 40. Segundo a HORUS, startup de
inteligência de mercado, neste ano, destacam-se os ovos menores, com preços
mais baixos e de marcas low price. As escolhas refletem a elevação nos preços
dos chocolates sazonais: o valor está 44% mais caro do que no ano passado,
afirma a Scanntech, plataforma de dados do varejo. Os bombons e as caixas de
chocolates também tiveram aumentos nos preços, de 21% e 13%, respectivamente.
Com isso, houve uma redução de importância de 0,7% nos ovos, além de diminuição
de 2,2% nas barras com mais de 81g. Na contramão deste cenário, estão as barras
de chocolate pequenas (+1,8%) e as caixas de variedades (+2,4%).
