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Imagem destaque: Inadimplência apresenta estabilidade em relação a dezembro, aponta FecomercioSP
Créditos: Freepik

Inadimplência apresenta estabilidade em relação a dezembro, aponta FecomercioSP

  O endividamento e a inadimplência em São Paulo, analisados pela FecomercioSP, apresentaram estabilidade técnica dos lares em relação a dezembro, atingindo, em janeiro, 68,9% e 19,9%, respectivamente. No mês anterior, os índices eram de 69% e 20%. De acordo com a Pesquisa do Endividamento e da Inadimplência (PEIC), na comparação com o primeiro mês de 2024, o número de famílias com algum tipo de dívida cresceu 1,7 ponto porcentual (p.p.), quando o índice era de 67,2%. Já a inadimplência manteve-se praticamente estável em comparação com o mesmo período do ano passado, quando atingia 19,6% das famílias. Segundo o estudo, o tempo médio de atraso no pagamento aumentou em janeiro, passando para 64 dias, ante os 62,6 dias registrados em dezembro. A parcela de lares que afirmam não ter condições de quitar as dívidas em atraso também se manteve estável (8,8%). Em dezembro, o porcentual havia sido de 8,6%, patamar também praticamente idêntico ao de janeiro de 2025 (8,7%).


Perfil econômico

  Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, houve recuo do endividamento na comparação mensal: de 73,2% para 72,8%. Já no grupo com renda superior a esse valor, observou-se leve aceleração, com o índice passando de 57% para 57,6%. Na comparação com janeiro de 2024, contudo, ambos os grupos apresentaram alta — há um ano, os porcentuais eram de 71,4% e 54,9%, respectivamente. Entre os inadimplentes com renda de até dez salários mínimos, não houve alteração porcentual. Já entre aqueles que recebem acima desse patamar, o índice recuou de 8,8% para 8,4%.


Cartão de crédito ainda concentra maior parte das dívidas

  Mais da metade das famílias endividadas na capital paulista (79,8%) tem no cartão de crédito o principal volume de compromissos. O financiamento imobiliário (16,8%) aparece como o segundo maior grupo de dívidas, com o índice se aproximando do recorde da série histórica (16,9%). Na sequência, estão os carnês (12,8%). Referente ao tempo médio de comprometimento das dívidas, o período permaneceu em sete meses, igual a dezembro, e abaixo dos 7,6 meses registrados em janeiro do ano passado. A parcela média da renda comprometida com dívidas, por sua vez, ficou tecnicamente estável — 27,5% frente a 27,4% em dezembro.

29/01/2026

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