Visa se Aproxima de Criptomoedas com Fintechs
Dinheiro Cada Vez Mais Digital


As fintechs têm sido
aliadas no investimento da Visa no mercado de criptomoedas. No Brasil, a
empresa de pagamentos digitais trabalha com empresas como Alterbank, Zro Bank e
Ripio, em um modelo de carteira digital com cartão de débito, que acessa o
saldo em reais que foi convertido dos saldos de criptomoedas. "As fintechs têm
sido fundamentais para popularizar não só criptoativos, mas também outras
tecnologias e funcionalidades financeiras. O mercado cripto ainda não é maduro
no Brasil, seja em investimentos ou meios de pagamento, mas acreditamos que
podemos ajudar na popularização. Trabalhamos criptoativos há pelo menos dez
anos e estamos nos empenhando na segurança da transação", revela Percival
Jatobá, vice-presidente de Inovação e Soluções da Visa do Brasil, em entrevista
exclusiva ao Jornal Giro News.
Novas Opções para Cartões
A Visa tem seus serviços
ligados a mais de 35 carteiras de moeda digital globalmente e, neste ano,
permitiu o uso da USD Coin, stablecoin (moeda estável) garantida pelo dólar
americano, para liquidar transações. "Temos trabalhado de forma muito próxima com
carteiras licenciadas e regulamentadas, para fornecer uma ponte entre as moedas
digitais e nossa rede de 61 milhões de estabelecimentos comerciais." No
primeiro semestre deste ano, os gastos com cartões Visa relacionados a
criptomoedas ultrapassaram US$ 1 bilhão. Segundo um estudo da empresa, 25% dos
consumidores da América Latina e do Caribe estão dispostos a experimentar o uso
de criptomoedas. No Brasil, a empresa Ripio lançará, este ano, uma parceria com
a Visa que permitirá compra, venda e uso de bitcoins e outras criptomoedas
usando cartões de débito e crédito.
Popularização de Criptomoedas
Para Percival, apesar do
boom das criptomoedas, não se trata de um negócio momentâneo. "Elas devem
começar a fazer parte do dia a dia dos brasileiros, também como forma de
pagamento", destaca. Trabalhar o tema junto à sociedade é uma das três frentes
desenvolvidas pela empresa no mercado cripto. As outras duas são a capacitação
de clientes para emissão e aceitação de criptoativos e a cocriação de soluções.
"O mundo vai caminhar cada vez mais para a transferência de valores localmente
e internacionalmente. Quando falamos da digitalização promovida por carteiras
digitais, o Brasil é um dos campeões e o varejo também vem dando aula nisso.
Essas duas vertentes, junto às criptomoedas, em alguma hora vão convergir para
uma experiência fluida e integrada no mercado de pagamentos", conclui o
vice-presidente.
