Cade Pode Julgar Compra da Garoto Pela Nestlé
Após quase dez anos, a compra da Garoto pela Nestlé deve retornar ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) com a sugestão de venda de marcas ou de outros ativos das duas empresas em troca da aprovação do negócio. A venda das marcas foi sugerida pela primeira vez em março de 2004, um mês depois de o órgão antitruste vetar o negócio. Na época, a Nestlé pediu sigilo quanto ao nome das marcas, alegando que a divulgação poderia desvalorizá-las no mercado. Segundo os advogados, as marcas seriam de ambas as empresas.
Após quase dez anos, a compra da Garoto pela Nestlé deve retornar ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) com a sugestão de venda de marcas ou de outros ativos das duas empresas em troca da aprovação do negócio. A venda das marcas foi sugerida pela primeira vez em março de 2004, um mês depois de o órgão antitruste vetar o negócio. Na época, a Nestlé pediu sigilo quanto ao nome das marcas, alegando que a divulgação poderia desvalorizá-las no mercado. Segundo os advogados, as marcas seriam de ambas as empresas.
Posição de Mercado
De acordo com a decisão do Cade, de 2004, a compra da Garoto levou à formação de um duopólio no mercado de chocolates no Brasil. A Nestlé ficou, na época, com 58% do mercado de chocolates e a única empresa capaz de rivalizar com ela seria a Kraft (dona da Lacta), que tinha 34%. A venda da Garoto para uma empresa com menos de 20% do mercado seria a solução do órgão antitruste, naquela época, para reequilibrar a concorrência. (Exame)
