Bolsa de Moedas Virtuais Permite a Criação de Ativos Independentes
Cada Empresa com Sua Moeda

Começou a funcionar parcialmente, em janeiro deste ano, a primeira bolsa de moedas virtuais do mundo, a Bomesp (Bolsa de Moedas Empresariais Virtuais de São Paulo), que tem como moeda de referência o Niobium Coin (NBC), primeiro criptoativo lançado com participação de um emissor brasileiro. Em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News, Fernando Barrueco, especialista de criptomoedas da Bomesp, explica como qualquer empresa, inclusive do varejo, pode utilizar o Niobium para criar sua própria moeda. "O Niobium é uma utilitie coin. Eu vou poder utilizá-la na plataforma da Bomesp e as empresas que quiserem lançar suas próprias moedas deverão pagar através de Niobium, que atualmente custa R$ 4,80 cada. O passo seguinte é a empresa criar sua própria moeda e sua própria economia distributiva".
Fernando exemplifica em uma visão mais futurista o que é a economia distributiva e como isso pode funcionar. "Vamos supor que uma rede de supermercado esteja precisando de dinheiro e crie sua própria moeda. Ai a rede emite 10 milhões de 'supermercado coins' e vende a R$ 5 reais. E o que é interessante para o consumidor é que aquela moeda vai ter uma qualidade de 1 para 1. Uma moeda, 1 real. E essa rede promete a cada ano resgatar 20% dessas moedas. No primeiro ano ele vai resgatar 2 milhões e paga 60% do valor de passe. No segundo ano ele paga 70%, depois 80 depois 90 e depois 100. Então o que aconteceu, eu coloquei 1 real e se eu esperar 5 anos eu vou receber 2 reais", explica.
