Anvisa Mantém Veto a Cigarro Com Sabor
Está pronta a nova versão da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe o uso de produtos como canela, menta e cravo nos cigarros consumidos no Brasil. O texto, que passará por análise, mantém o veto à adição de produtos ao tabaco, mas abre exceção para o açúcar. Ele poderá ser usado, por pelo menos mais um ano, quando o assunto será retomado. Segundo especialistas, a adição de produtos como chocolate, baunilha ou menta é uma das principais estratégias da indústria para incentivar o jovem a experimentar o cigarro.
Está pronta a nova versão da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe o uso de produtos como canela, menta e cravo nos cigarros consumidos no Brasil. O texto, que passará por análise, mantém o veto à adição de produtos ao tabaco, mas abre exceção para o açúcar. Ele poderá ser usado, por pelo menos mais um ano, quando o assunto será retomado. Segundo especialistas, a adição de produtos como chocolate, baunilha ou menta é uma das principais estratégias da indústria para incentivar o jovem a experimentar o cigarro.
Visão do Mercado
A proposta provocou reação da indústria do tabaco. O setor argumentava que a restrição colocaria em risco a subsistência de famílias que se dedicam à cultura de um tipo de fumo, o Burley. A justificativa era a de que esse fumo, durante o processo de secagem, perde grande quantidade de açúcar e a adição seria apenas uma estratégia para garantir o sabor perdido. A proposta é que o assunto seja avaliado por um grupo de trabalho durante um ano. “Não queremos prejudicar os agricultores, com esse prazo estendido, todas alternativas serão debatidas com cautela”, diz Álvares da Silva, da Anvisa. (O Estado de São Paulo)
