Atacarejo e Vizinhança somam 72% das inaugurações no canal alimentar
521 Novas Lojas no Brasil
Desde 2020, foram
identificadas, pela Bnex,521 novas lojas do canal alimentar no país, sendo 37,1% de
atacarejo, 35,1% de vizinhança, 25,9% de supermercados e 1,2% de hipermercados. "A minha visão sobre o
atacarejo é que, desde os últimos anos, ele passou a ser um canal mais
democrático. As redes passaram a investir em maior mix de produtos e
experiências dos shoppers", revela Evandro Alampi, Head de inteligência na
Bnex, empresa de ciência de consumo, em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News. Segundo o executivo, apesar
de ser o que mais cresce, o ritmo dos atacarejos vem desacelerando. "Primeiro
porque já teve uma expansão forte em meados de 2018 e 2019, 2020 e acelerou
bastante nesse pós-pandemia. Então vem desacelerando porque aumentou muito a
competição; muitas lojas já foram abertas e também há canibalização de lojas
existentes da mesma rede", explica.
Desafios
Sobre o modelo de
vizinhança, o executivo observa que o canal vem ganhando força nos últimos
anos, principalmente em regiões mais adensadas. Outro formato que tem crescido
é o de lojas gourmet. "As lojas vêm ganhando espaço principalmente quando estão
focadas em hortifrutis, à essa questão de qualidade de vida", explica. Para
Evandro, o desafio de todos os formatos é entender e ouvir o shopper. "É
necessário entender seu público, quem são seus shoppers e pensar como
atendê-los pensando na cesta de compra desse cliente. Então, se a gente
consegue consolidar a jornada de compra dele em um único estabelecimento com
qualidade, facilita a vida dele", afirma.
Digitalização
A digitalização das
vendas não deve atrapalhar as operações físicas. Pelo contrário, o digital
acaba até ajudando, destaca Evandro. "O que importa é que seja meu cliente e
não compre em concorrente, independente dos meios." Contudo, há também uma
flutuação entre os canais por parte do consumidor brasileiro. "Faz parte da
compra em um canal, e o resto em outro", observa. Para o head, a tendência para
os próximos anos deve ser uma "consolidação do mercado". "Essa tendência está
mais ligada a redes se agrupando, aquisições; eu vejo que está muito pautado a
isso nos próximos anos, para tentar cada vez mais estar próximo do cliente,
independente do formato", finaliza o executivo.
Texto: Larissa Varjão
