Plano Contempla Novos PDVs, Produtos e Processos Internos
Santher Reestrutura Operação


Com a aquisição pelas
empresas japonesas Daio e Marubeni, a Santher, indústria de produtos de higiene
e cuidados pessoais, está reestruturando o negócio. As mudanças envolvem desde
processos operacionais até novos executivos no comando, como Eduardo Aron, que
ocupa o cargo de vice-presidente desde julho, e Fernanda Hermanny, que assumiu
a diretoria de marketing neste mês. "Estamos estruturando nossa governança,
absorvendo a cultura dos japoneses e integrando os times. Também elaboramos uma
estratégia a longo prazo, com um plano de negócio de 5 anos", revela Eduardo,
em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News. Segundo o executivo, no cargo, sua
missão é aprimorar a prática comercial e ampliar a presença da Santher para
mais pontos de venda.
Tecnologia nos Produtos
Outro foco da empresa é a
expansão do portfólio. "Os produtos asiáticos têm tecnologias que são
aplicáveis ao Brasil. O mercado brasileiro vem se sofisticando e queremos
participar desse processo. Em 12 meses, teremos novidades nos três setores em
que atuamos: papel higiênico, fralda e absorvente", antecipa o vice-presidente.
Em absorventes externos, a Santher registra crescimento de 11% com a marca Sym,
enquanto em fraldas, o avanço é de 9,3% com a Personal. Neste ano, o principal
lançamento é o papel higiênico Personal Vip Max3, que têm rolos de 40 metros
com folha dupla. "O produto já agrega tecnologia japonesa e visa consolidar
nossa liderança em Papel Higiênico Folha Dupla, que alcançamos em 2020."
Novas Categorias
Com produção de 180 mil
toneladas de papel por ano, a Santher tem crescido em volume e faturamento em
2021, apesar dos maiores custos observados. Segundo Eduardo, dentre as
tendências de consumo, estão a recuperação do "mercado baby", afetado pela
queda da natalidade na pandemia, e a valorização da conveniência - verificada
pela demanda das linhas de papel toalha e guardanapo da Snob. Visando antecipar
as necessidades dos consumidores, a empresa trabalha uma estratégia focada em
marketing. "Os grupos japoneses têm um portfólio mais extenso, que nos permite
olhar um mercado mais amplo e observar onde as tecnologias podem ser aplicadas
na rotina do consumidor. A partir disso, entraremos em novos setores", conclui
o vice-presidente.
