Heineken Encerra Acordo com CocaCola Femsa
Mudança de Planos

A Femsa informou, nesta semana, que recebeu
uma notificação oficial da Heineken, comunicando sua intenção de encerrar o
acordo comercial com a CocaCola Femsa e todas as demais distribuidoras da
CocaCola no Brasil. Segundo a Femsa, a Heineken anunciou que, por conta da
aquisição do negócio da Brasil Kirin no Brasil, a empresa pretende fortalecer a
estrutura de distribuição de bebidas da Brasil Kirin no futuro, deixando de
fazer a distribuição de bebidas por meio das distribuidoras da CocaCola. O
contrato entre as duas companhias acabaria em 2022. A Femsa informou que avalia
os próximos possíveis passos a serem tomados em função da decisão da Heineken. "Enquanto isso, vamos continuar fazendo a distribuição dos produtos da
Heineken", afirmou a companhia em comunicado. A Heineken informou na semana
passada que pretendia manter e fortalecer as distribuidoras da Brasil Kirin,
após a compra da companhia ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa
Econômica (Cade). A companhia não deixou claro, no entanto, se encerraria a
parceria de distribuição com as engarrafadoras da CocaCola no Brasil.
Lucro da Coca-Cola
Femsa Tem Alta de 145,5%
A Coca-Cola Femsa registrou alta de 145,5%
no lucro líquido atribuído aos controladores no primeiro trimestre, na
comparação anual, chegando a 5,887 bilhões de pesos mexicanos (US$ 312,6
milhões). O lucro diluído por ação foi de 2,84 pesos mexicanos, aumento de 145,5%
na mesma base de comparação. Em janeiro deste ano, a Coca-Cola Femsa assumiu o
controle da operação nas Filipinas, ampliando seu resultado financeiro. A
companhia também informou que a aceleração das vendas no México, ofuscada em
parte por um cenário ainda difícil de vendas no Brasil e na Colômbia,
contribuiu para o crescimento no primeiro trimestre. A receita líquida no 1º
trimestre avançou 38,4%, para 51,357 bilhões de pesos mexicanos (US$ 2,73
bilhões). Em volume, houve queda de 4% em vendas no primeiro trimestre. A
categoria de refrigerantes teve redução de 4,4%, com queda principalmente no
Brasil, na Colômbia, na Argentina e nas Filipinas.