Coca-Cola é Condenada Por Lixo Químico em Via Pública
A Justiça do Ceará condenou a Coca-Cola e a prefeitura de Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza, a pagar indenização de R$ 125 mil a cinco vítimas de queimaduras. A condenação resulta de um processo iniciado em 1997, quando os adolescentes foram contaminados por lixo químico nas proximidades da fábrica da Coca-Cola. A decisão foi divulgada no dia 08 pela 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará. Procurada, a Coca-Cola Ceará não quis se pronunciar.
A Justiça do Ceará condenou a Coca-Cola e a prefeitura de Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza, a pagar indenização de R$ 125 mil a cinco vítimas de queimaduras. A condenação resulta de um processo iniciado em 1997, quando os adolescentes foram contaminados por lixo químico nas proximidades da fábrica da Coca-Cola. A decisão foi divulgada no dia 08 pela 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará. Procurada, a Coca-Cola Ceará não quis se pronunciar
Contaminação
Segundo os autores do processo, na época, os adolescentes brincavam nas imediações da Coca-Cola Ceará, quando sentiram ardência e dores nos pés e nas pernas. No hospital foi diagnosticado queimaduras provocadas por uma substância química identificada como diatomita, usada na fabricação de refrigerantes. O grupo ajuizou uma ação cobrando indenização material por danos morais e estéticos, alegando que a Coca-Cola e a prefeitura eram as responsáveis por ter deixado o lixo tóxico em via pública. A empresa contestou a acusação, dizendo que não foi provada sua participação. A prefeitura sustentou ilegitimidade passiva no processo. (O Estado de S. Paulo)
Sem resposta
O Portal Giro News procurou a Textual, assessoria de imprensa da Coca-cola, para um esclarecimento sobre o assunto. Essa assessoria, grosseiramente, indicou uma conduta burocrática, ou seja, a formalização da pauta por e-mail. A assessoria foi alertada que essa forma pode ser muito conveniente para memorandos e divulgação de comunicados, mas não condiz com a prática jornalística. A resposta da assessoria foi surpreendente: "ou manda uma pauta, ou não temos interesse em atendê-los".
