Cargill Responde Questionamentos
Caso Elefante
A Cargill, dona da
marca do extrato de tomate Elefante, respondeu ontem, 08/06, as perguntas feitas
pelo Portal Giro News no dia anterior, 07/06,
sobre o recente caso de Elefante que continha pelo de roedor
acima do limite (clique aqui e relembre o que aconteceu). Confira as respostas
na íntegra.
-
Para onde o lote foi distribuído?
Para diversas regiões
do País.
- Quantos
produtos compõem esse lote?
Um único produto
constitui o lote L011810. Oextrato de tomate da marca Elefante, embalagem
lata de 340 gramas, produzido em outubro de 2014 e
com validade 07/10/2016.
- A Cargill não tem controle de qualidade? O produto
agrícola que entra na fábrica não é higienizado?
A Cargill possui um processo de
fabricação que atende aos mais rigorosos controles de qualidade mundiais, nas
diferentes etapas da cadeia produtiva. Todos os tomates são lavados através de
um sistema de múltiplos banhos, com renovação contínua da água em cada banho,
sendo posteriormente desinfeccionados com água clorada e então inspecionados.
Os tomates são triturados, passam por um processo de inativação enzimática,
filtragem e correção de pH para evitar o desenvolvimento de bactérias que
causam doenças. O suco de tomate então obtido é concentrado e sofre um
tratamento térmico de esterilização. Com o suco concentrado esterilizado tem
início a produção do extrato de tomate, que uma vez formulado sofre um segundo
tratamento térmico, sendo agora pasteurizado. Este processo é feito para
garantir um produto totalmente seguro e que não ofereça qualquer risco à saúde
e segurança alimentar dos consumidores.
- Como a Cargill pode garantir que não haverá mais contaminação de seus
produtos?
A Cargill assegura os
cuidados nos processos de fabricação tendo em vista a saúde humana. Para isso
mantém rigorosos controles de qualidade nas diferentes etapas da cadeia
produtiva e adota uma filosofia de melhoria contínua em seus processos.
- Dizer que
o produto tem pelo de roedor porque é um produto agrícola significa que todos
os produtos da Cargill podem conter pelos de roedores acima do permitido pela
legislação e outras tantas contaminações vinda do campo?
Não, apenas significa dizer que a
presença de fragmentos microscópicos é inerente a matéria-prima advinda do
campo e por isso mesmo é tolerada pela legislação de alimentos em certos
níveis. Entretanto, são adotados cuidados e controles no processo de fabricação
do produto, desde a sua recepção na unidade industrial. É importante ressaltar
que a Cargill está comprometida a seguir rigorosamente as normas da Anvisa. Por
isso, a empresa adota rigorosos controles de segurança, higiene e qualidade e
adota uma filosofia de melhoria contínua em seus processos.
- Apenas dizer novamente em um posicionamento oficial que "a
empresa tomará medidas cabíveis" não é um descaso com os consumidores? Já
que o mesmo problema ocorreu pela segunda vez em menos de dois anos.
A empresa reforça a
sua preocupação com os consumidores que podem recorrer ao SAC (0800 648 0808)
para o esclarecimento de dúvidas referentes ao produto e lote em questão.
- Os dados da Anvisa são contestáveis? Já que a agência informou que a
quantidade da substância encontrada representa sim risco à saúde dos
consumidores.
A Resolução-RE nº.
1.408 da ANVISA informa que no produto foram encontradas matérias estranhas em
quantidade superior às toleradas. Entretanto, como no lote L011810 há controles
e tratamentos aos quais o produto é submetido, inclusive com a esterilização e
pasteurização do produto, a empresa reforça que não há riscos à saúde dos
consumidores.
- A Cargill se sente confortável oferecendo pelo de roedor no extrato
de tomate Elefante? O fato dele ser pasteurizado é suficiente para tranquilizar
o consumidor? Você diria ao consumidor: sim, tem pelo de roedor, mas é
pasteurizado?
A Cargill reitera o
compromisso com o cumprimento de todas as normas de segurança dos alimentos e
padrões de higiene. Assegura ainda os cuidados nos processos de fabricação
tendo em vista a saúde humana, inclusive com a pasteurização do produto, um
recurso que elimina quaisquer riscos à saúde humana.
Isso não significa que seja aceitável um produto com presença de fragmentos
microscópicos e por isso, a empresa segue os trâmites do processo
administrativo junto ao órgão regulador.
- Não seria mais coerente, a empresa trabalhar na prevenção,
higienizando a matéria prima antes de processa-la?
Sim, e é exatamente o que
fazemos. Existe todo um trabalho de prevenção desde a coleta até o processamento
das matérias-primas e também há uma cultura de desenvolvimento contínuo dos
procedimentos adotados. Como explicado anteriormente, todos os tomates são
lavados em diferentes etapas, desinfetados com água clorada e inspecionados,
seguindo práticas adotadas internacionalmente. Os tomates são triturados,
passam por um processo de inativação enzimática, filtragem e correção de pH
para evitar o desenvolvimento de bactérias. O suco de tomate então obtido é
concentrado e sofre um tratamento térmico de esterilização. Com o suco
concentrado esterilizado tem início a produção do extrato de tomate, que uma
vez formulado sofre um segundo tratamento térmico, sendo agora pasteurizado.
Este processo é feito para garantir um produto totalmente seguro e que não ofereça
qualquer risco à saúde e segurança alimentar dos consumidores.
