P&G reforça tecnologia para acompanhar crescimento do pequeno varejo
Atendimento Especializado
Com crescimento acelerado
de novas lojas e um movimento intenso de digitalização, a transformação do
pequeno varejo também tem provocado mudanças na indústria. Dona de marcas como
Pantene, Gillette e Pampers, a P&G reforçou seus investimentos em
tecnologias para o ajuste de algoritmos de segmentação de lojas e recomendação
de produtos. "Com este avanço, cada loja possui o seu próprio público e os
atributos de conveniência e urgência passam a ser ressignificados. Para isso,
nossas recomendações para o canal precisam ser ainda mais granulares e
assertivas", revela Christianne Leão, Diretora de Operação de Distribuidores,
GTM & Sales Intelligence do Canal Indireto na P&G, em entrevista
exclusiva ao Jornal Giro News.
Presença em Condomínios
O pequeno varejo
representa mais da metade do negócio da companhia e, segundo a executiva, a
performance tem sido crescente, com ganho de participação de mercado e
tendência positiva. A estratégia de longo prazo prevê chegar a ainda mais
lojas, com a melhor proposta de sortimento. Para Christianne, esta meta é
favorecida pela expansão do formato, que também passou a contar com operações
em condomínios, nos quais a P&G já está presente em algumas redes. "Apesar
do grande avanço, as lojas de condomínio ainda não impactam em grandes
proporções o resultado das grandes redes supermercadistas. Mas, sem dúvida, a
chegada destas lojas são uma tendência e algo que já começa a se consolidar nos
grandes centros, principalmente no eixo Rio-São Paulo."
Compra e Venda Online
A transformação do pequeno
varejo também passa pela digitalização do canal, que passou a vender e comprar
online. "Mais de 90% dos pequenos varejos são empresas familiares e para os que
ainda não estão comprando online, é apenas uma questão de (pouco) tempo para
que os sucessores destes donos de loja o façam", destaca a diretora. Apesar
disso, a P&G não acompanhou o movimento de indústrias que criaram
e-commerces próprios para suas marcas. "Não faz sentido criar uma plataforma
digital independente, uma vez que o varejista precisa de iniciativas que
simplifiquem sua jornada (e ter que acessar um site por indústria vai
exatamente na contramão disto). Precisamos estar onde o dono de loja está, nos
canais e plataformas que eles se sentem mais confortáveis e nossos parceiros
distribuidores e atacadistas já tem iniciativas excelentes neste sentido."
Tendências do Pequeno Varejo
Com papel importante nas
compras de reposição e urgência, o pequeno varejo precisará se reinventar, na
visão de Christianne, para ressignificar o atributo de conveniência. Esta
reinvenção virá por meio de dois principais fatores: digitalização, que
permitirá o atendimento rápido para as próximas gerações, e personalização. "O
dono do pequeno varejo costuma conhecer muito bem a sua vizinhança e seus
clientes (muitos conhecem até pelo nome). Com isso, precisará ficar muito
atento para que possa oferecer um serviço pessoal e customizado, maximizando
essa sua característica e garantindo uma vantagem competitiva em relação às
grandes redes", analisa. Atenta a esse movimento, a P&G trabalha em
plataformas comerciais para recomendações individualizadas para cada lojista, e
foca em iniciativas voltadas para a omnicanalidade junto a distribuidores,
incluindo materiais de desenvolvimento de categorias e indicações de exposição
para os varejistas.
