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Neogrid Acredita no Varejo Omnichannel

Inovando na Distribuição

O evento SUPPLY INSIGHTS 2019, que ocorreu em São Paulo, nos dias 26 e 27 de junho, contou com diversos players do varejo. Em dois dias de palestra, mais de 15 convidados debateram os desafios do setor, entre eles o diretor de marketing da Neogrid, Rodrigo Leão. O executivo falou sobre o crescimento do omnichannel. Veja a entrevista completa abaixo.

1) Na sua opinião, quais foram as evoluções da área de Supply Chain no Brasil nos últimos anos e quais as conquistas alcançadas em produtividade e eficiência com a incorporação de tecnologias de integração de processos e avaliação de resultados. Por que ainda existem tantos varejistas resistentes à inovação e tecnologia?

A área de supply chain tem evoluído muito nos últimos anos. Com a tecnologia, vieram novas possibilidades de gestão da reposição e da distribuição, como o click and collect e o store in store, em que a manufatura é responsável por gerir seu estoque dentro do varejo. O varejo tornou-se omnichannel com o peso do mobile e do e-commerce e ainda está se adequando às novas maneiras de atender a demanda do consumidor, totalmente conectado e dinâmico. Isso significa ter a disponibilidade para a venda em todos os seus canais. Quanto à resistência, ela é natural, suportada pela mudança interna necessária na regra de negócio atual. Para essa transição, é preciso entender esse novo modelo e os ganhos intrínsecos a esse processo, em que é possível diminuir estoques e, ao mesmo tempo, aumentar a disponibilidade dos produtos, liberando caixa. Nesse novo modelo, é fundamental lembrarmos da colaboração entre indústria e varejo, que traz uma relação ganha-ganha para ambos.

2) Com avaliação histórica de pouca melhoria sobre os indicadores de ruptura agregada no mercado nacional varejista, a visão de sell-in ainda permanece no mindset na relação entre indústria e varejo, sempre evidenciadas como compras por oportunidade. Você acredita que nos próximos anos, essa visão seja alterada pela visão de sell-out, sincronizando melhor previsão de demanda com a gestão de ofertas, com maior acuracidade da previsão através da leitura da execução em loja?

A Neogrid foi criada com a visão do sell-out. Desenvolvemos soluções com o objetivo de que toda a cadeia de suprimentos esteja sincronizada - e isso com base em uma relação colaborativa e ganha-ganha entre indústria e varejo. Acreditamos que o consumidor final é quem move o supply chain e orientar todos os processos com base no consumo real é a chave para reduzir excessos de estoque e ruptura. Claro que as compras por oportunidade continuarão acontecendo em menor escala, mas com o apoio da tecnologia e o compartilhamento das informações de sell-out, haverá mais inteligência nessas oportunidades, com foco no giro e maximização do ganho.

3) O mercado varejista vem se profissionalizando cada vez mais com a inclusão de novas tecnologias em diversos processos para automação de atividades críticas. Na sua opinião, o varejista está capacitado para tirar o máximo em resultados de novas tecnologias de automação e mensuração das operações?

O futuro é a completa automatização, em que teremos o supply funcionando de uma forma autônoma, ou seja, sem a necessidade de interação humana. As soluções passam a tomar as decisões com base em algoritmos inteligentes, que têm uma capacidade muito maior para cruzar informações - algumas humanamente impossíveis. Ainda existe o sentimento de que a tecnologia vai substituir os profissionais, mas eles apenas passarão a ser mais estratégicas e analíticos. A ideia é converter esses profissionais para análises de melhoria contínua, para ajudar a otimizar os processos em que a tecnologia é aplicada, contribuir para que as tecnologias se tornem cada vez mais inteligentes - sempre alinhando as necessidades ao sell-out.

4) O mercado tem falado muito em inteligência artificial como a solução mágica para todos os processos sem saber exatamente sua conceituação técnica. Estamos prontos para tomada de decisões diárias baseado em machine learning, considerando que a maioria dos cientistas de dados não conhecem a operação de campo (trade marketing, merchandising, logística, etc.)?

Quem desenvolve as soluções pode não ser especializado, mas quem solicita a criação tem que ser, conhecer o dia a dia do mercado e instruir esse cientista de dados a construir uma ferramenta a partir de variáveis existentes nos processos e empresas do setor. Esses profissionais precisam entender de supply chain, do consumidor, de logística, de reposição de estoques. Somos especialistas em supply chain e temos cientistas de dados para colocar em ação os problemas que observamos em campo. Estamos ligados a nossos clientes e aos desafios que eles enfrentam, à realidade de cada um deles. A inteligência artificial deve prover a tomada de ação - e a máquina continuamente aprender a partir dos dados.

5) Estamos vivendo um boom de construção de plataforma de Business Intelligence (BI) para diversas operações de SCM. Com gigantesca volumetria de dados gerada pelas operações, já temos inteligência suficiente para minerar dados e tomar decisões em cima de dados críticos de cada processo da operação?

Sim, já temos inteligência, inclusive, para não só gerar os insights, mas entregar ações necessárias para a melhoria dos resultados.
Vivemos um boom de muitas informações. Mas o dado pelo dado, puramente, não traz a inteligência e resultado. Além disso, nem todos os dados são importantes. Alguns não trazem benefícios e nem precisam estar nessa plataforma. O dado deve ser uma informação para tomada de decisão. Temos que criar um storytelling para que tenhamos, ao final, uma ação a ser tomada.

6) Avaliamos que a integração de processos entre as áreas de SCM, Comercial, Trade e Shopper Marketing será o próximo passo para evolução do varejo em busca da otimização dos resultados de previsão de vendas, abastecimento de lojas, reposição eficiente, gestão de ofertas, balanceamento de estoques? Esse futuro está muito distante? Qual é o maior obstáculo para evolução dessa integração das áreas?

Essa integração de processos já está acontecendo. A omnicanilidade e o store in store são bons exemplos disso. Não podemos mais olhar de maneira isolada: o comercial vende, o supply distribui, a logística entrega. Isso tudo faz parte de uma grande estratégia: qual o produto, o preço praticado, a disponibilidade do item. Hoje frete e tempo de entrega são um dos maiores decisores de compra online, segundo a Lett. Ou seja, não está distante, é hoje! Agora as empresas precisam se adequar - e o maior empecilho é alinhar as métricas e ter tecnologia para suportar os processos, porque o volume de dados é muito grande. Ainda olhamos o ótimo local e algumas métricas são conflitantes entre as áreas. Cada um olha para o seu indicador, em detrimento de ter bons indicadores de uma maneira global. Se cada um tem métricas distintas, não conseguimos fazer a empresa como um todo ter ganhos. As métricas devem ser as mesmas para todos os players. Para a Neogrid, o ideal é medir toda a cadeia pelos indicadores de risco de faltas e excessos. Assim, épossível ter estoque adequado e aumento de caixa, por consequência de um giro melhor.

(Informe Publicitário)

26/07/2019
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