Consumidor Está Tenso, Sem Tempo e Racional
Hábitos do Consumidor
No encontro da Abre, a diretora da área de
inovaçãoda GfK, Eliana Lemos, apresentou um estudo do consumidor
brasileiro no pós-crise. Segundo o levantamento, o consumidor está com menos
tempo no dia a dia e mais estressado, por fatores internos (situação econômica,
pressão, saúde e trabalho) e externos (país, violência, família). Com isso, os
consumidores que preferem ter mais tempo que dinheiro - passou de 29% em 2012,
para 37% em 2016. Outros hábitos também tiveram seu tempo semanal reduzido em
2016, como cuidados pessoais (4,5 h), assistir TV (6,9 h) e cozinhar (3,6 h).
Ou seja, ele quer mais comodidade e conveniência, explica a diretora.
Tendências
Outo detalhe da pesquisa está no crescimento do
consumidor chamado de Socialrationals (que dá ênfase a igualdade de direitos,
maior aceitação humana e que diz não a intolerância) e dos Achievers (que estão
preocupados com a aparência, são ambiciosos e acreditam em seus valores). Entre
os valoresque mais cresceram entre os consumidores estão a Eco-cidadania
(de 37% em 2012 para 54% em 2016), Segurança e Proteção (de 29% em 2012 para
50% em 2016) e Experiência (de 25% em 2012 para 31% em 2016). Por fim, Eliana
chega à conclusão que uma embalagem que agregue tudo isso a esse novo
consumidor é agregar valor à marca. Construir esse valor no dia a dia do
consumidor se torna mais barato e vantajoso para as empresas.
