Presidente do Casino Aponta Falhas Estratégicas na Fusão

Em entrevista divulgada hoje no diário Valor Econômico, Jean-Charles Naouri mostrou que sua oposição ao acordo entre Pão de Açúcar e Carrefour vai além da confusão criada e da irritação de Naouri pelo fato de Abílio Diniz ter negociado diretamente com seu principal concorrente na França. . O executivo afirmou que, além de tudo, é um erro estratégico unir as operações das redes no país, já que isso incluiria o aumento de hipermercados para o Grupo, negócio que, segundo ele, está declinando. Clique em Leia Mais e veja a resposta na íntegra.
Em entrevista divulgada hoje no diário Valor Econômico, Jean-Charles Naouri mostrou que sua oposição ao acordo entre Pão de Açúcar e Carrefour vai além da confusão criada e da irritação de Naouri pelo fato de Abílio Diniz ter negociado diretamente com seu principal concorrente na França. . O executivo afirmou que, além de tudo, é um erro estratégico unir as operações das redes no país, já que isso incluiria o aumento de hipermercados para o Grupo, negócio que, segundo ele, está declinando. Clique em Leia Mais e veja a resposta na íntegra.
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“Sobre a substância da proposta, o Casino vai se pronunciar de maneira formal quando tiver a reunião na Wilkes. Mas desde agora o projeto me parece fundado sobre uma visão estratégica errada, pois há duas falhas estratégicas. A primeira é o fato de que uma fusão da GPA com o Carrefour no Brasil aumenta a parte dos hipermercados no mix das lojas, quando todo mundo sabe que os hipermercados são um formato que está declinando e que o formato do futuro são as pequenas lojas. Esse foi exatamente o erro que o Carrefour fez em 2000, quando a empresa, número um do mercado, também fez uma fusão com o número dois da França, a Promodes. Basicamente o projeto era fundado sobre números mirabolantes de sinergia, que se revelaram totalmente falsos. E o Carrefour de hoje em dia, o que não é um segredo para ninguém, está em uma situação difícil. Essa dificuldade provém de o Carrefour ser demasiadamente grande em hipermercados e muito pequeno para os pequenos formatos. Essa estratégia é contrária à do Casino, o que explica o nosso sucesso relativo. Com essa proposta da fusão, vai surgir uma empresa maior, mas de crescimento orgânico menor. O mercado vai levar isso em conta, todo mundo sabe que a relação preço/lucro, a valorização da nova empresa, vai ser penalizada. O segundo erro estratégico é o investimento no Carrefour, que é muito grande na Europa continental, onde o crescimento econômico é fraco ou negativo. É uma internacionalização, mas é a má internacionalização. Se tiver que haver uma internacionalização, tem que ser sobre países de vasto crescimento, que são os países emergentes. Hoje em dia, na distribuição alimentar, as grandes escolhas, não podemos nos enganar, são os pequenos formatos mais que os hipermercados e os países de forte crescimento mais que os países de lento crescimento. O projeto que foi proposto faz uma má escolha nos dois aspectos”, revelou Naouri.