Companhia Define Três Fortalezas para Nova Fase
Os Planos do "Novo GPA"


"Novo GPA" é a expressão
que tem sido utilizada pela companhia para marcar sua nova fase de negócio,
após a venda de 71 das 103 lojas do Extra Hiper para o Assaí Atacadista. Das
unidades restantes, 14 serão convertidas em Pão de Açúcar, 14 em Mercado Extra
e quatro serão vendidas ao mercado nos próximos meses. Nesta transformação do
GPA, três frentes foram definidas como focos: e-commerce alimentar, bandeira
Pão de Açúcar e formato de proximidade, principalmente com o Minuto Pão de
Açúcar. Em 2024, a expectativa é que esses pilares representem até 60% do
negócio. Para isso, a companhia vai expandir seu parque de lojas. Serão
abertas, em três anos, 100 unidades do Pão de Açúcar, incluindo as conversões,
e 100 do Minuto Pão de Açúcar.
Investimento de R$ 1,2 Bilhão
Também serão
reformadas 135 lojas existentes do Pão de Açúcar, finalizando o rollout do
conceito G7. As bandeiras, que são consideradas "mais atrativas" pela
companhia, receberão investimentos de R$ 1,2 bilhão. Com as conversões, o Pão
de Açúcar e o Mercado Extra sairão de 328 para 356 lojas, sendo que o GPA
continuará atuando em todo o país. O projeto de retrofit inclui, ainda, 50
operações do Compre Bem e do Mercado Extra, que têm proposta de valor de
bairro. Segundo o grupo, os hipermercados seguirão operando até dezembro.
Passado o Ano Novo, a meta é entregar as unidades para o Assaí em 30 dias.
Contudo, o Extra seguirá com presença no e-commerce, onde entrará na categoria
de eletroportáteis a partir de novembro.
GPA Sai do Mercado de
Drogarias
Além de sair do segmento
de hipermercado, o GPA também descontinuará o negócio de drogarias, sendo que
algumas lojas já foram fechadas nos últimos dois anos. Todos esses movimentos
visam mudar sua estratégia de atuação no mercado, afirma a companhia. O
objetivo é deixar a posição de defesa e partir para o ataque através de seus
negócios mais importantes, e manter um caixa mais significativo para ser
agressivo em M&A. De acordo com o GPA, no momento, não existem outros
planos de desinvestimentos, além dos hipermercados e das drogarias, tampouco
operações de fusões e aquisições em fase avançada, apenas estudos preliminares,
sobretudo de oportunidades apresentadas por supermercados regionais.
