Grupo Dia quer vender operações no Brasil
Negócio Deficitário
O Grupo Dia planeja vender sua operação no Brasil, onde possui cerca de 600 lojas próprias e franqueadas em São Paulo e Minas Gerais. Segundo informações do jornal Valor Econômico, a rede contratou a assessoria financeira Lazard para buscar um novo investidor para o negócio e as conversas estão em fase inicial. Os fatores que teriam motivado a decisão são a operação deficitária e os baixos resultados obtidos no país. No terceiro trimestre deste ano, o grupo teve queda de 22,4% nas vendas líquidas no Brasil, após recuar 15,9% no primeiro semestre. A retração foi atribuída ao contexto de mercado e à uma nova estratégia de sortimento. A rede tem fechado uma série de lojas nos últimos anos. Em 2020, foram encerradas as atividades no Rio Grande do Sul, com o fechamento de 70 unidades. Já no ano passado, 129 lojas "não rentáveis" tiveram suas operações finalizadas.
Foco na Operação Internacional
O Brasil também tem recebido menos investimentos em atualizações das operações de proximidade, na comparação com os outros países onde o Dia está presente (Espanha e Argentina). Das 2.808 unidades que a rede implementou seu novo modelo, apenas 15 são no Brasil. Em agosto, o grupo também vendeu sua operação em Portugal para aAuchan. Assim, de acordo com as informações, os controladores optaram por concentrar seus investimentos sobretudo na Espanha, onde a bandeira tem retorno mais rápido de investimento. A expectativa é que a transação tenha como possíveis interessados os fundos de private equity e as empresas internacionais. Procurado pelo Jornal Giro News, o Grupo Dia afirmou que avalia "continuamente diversas oportunidades estratégicas".
Confira, na íntegra, o posicionamento da rede:
"Estamos atualmente focados nas operações diárias para continuar avançando na consolidação do crescimento. No decurso normal das atividades, avaliamos continuamente diversas oportunidades estratégicas sem ter, até esta data, novidades a comunicar neste sentido. O Grupo informará ao mercado caso se concretize alguma nova operação estratégica."
