Naouri Revela que Diniz o Alertou Sobre ´Briga´
O executivo, presidente do Grupo Casino, que ontem concedeu entrevista a alguns veículos de comunicação no saguão do hotel em que se hospeda no Rio de Janeiro, falou ao Estado de S. Paulo que Abílio Diniz já havia adiantado que buscaria a briga para se manter no comando do Grupo Pão de Açúcar. Jean-Charles Naouri revelou que Diniz o procurou há dois anos para falar sobre o assunto, indicando que gostaria de manter seu status, com a posição elevada que conquistou no Brasil. Leia mais esta revelação de Naouri na íntegra clicando em Leia Mais.
O executivo, presidente do Grupo Casino, que ontem concedeu entrevista a alguns veículos de comunicação no saguão do hotel em que se hospeda no Rio de Janeiro, falou ao Estado de S. Paulo que Abílio Diniz já havia adiantado que buscaria a briga para se manter no comando do Grupo Pão de Açúcar. Jean-Charles Naouri revelou que Diniz o procurou há dois anos para falar sobre o assunto, indicando que gostaria de manter seu status, com a posição elevada que conquistou no Brasil. Leia mais esta revelação de Naouri na íntegra clicando em Leia Mais.
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“Há dois anos, Diniz disse que gostaria de renegociar o acordo. Eu respondi que, entre parceiros, tudo é possível de ser conversado. Ele indicou, sem ser muito preciso, que era uma questão de "face saving" (manutenção de imagem), que gostaria de manter o seu status, a posição elevada que havia conquistado no Brasil. Eu disse que, nesse campo, diria sim a tudo. Há um ano, Diniz me disse finalmente que gostaria que eu não tomasse o controle em 2012 e que ficássemos como está. Eu lhe disse que seria muito difícil aceitar, depois de ter investido US$ 2 bilhões, esperado 13 anos e pago duas vezes o prêmio de controle. Disse que não era possível, mas que estaria aberto para conversar sobre todo o resto. Houve em seguida muitas reuniões entre os assessores, mas ele insistia sempre repetitivamente: diga sim ou não. Senão, em tom de ameaça e sem ser mais preciso, disse que teria outras alternativas. Mantivemos nossa posição. O clima ficou difícil até essa reunião do dia 15 de abril, quando pedi ao senhor Diniz que dissesse com quem negociava. Ele se negou e disse que não tinha outra escolha a não ser brigar”, disse Jean-Charles Naouri.
