Drive-Thru: a Porta de Entrada Para o E-Commerce de Alimentos

A entrada da tecnologia no varejo é de fato uma tendência. Para especialistas do setor, o e-commerce de alimentos pode sim se tornar uma realidade no Brasil, mas só se passar por algumas adaptações. “Um modelo, por exemplo, onde o consumidor faça a compra pela internet e retire na loja, como se fosse um drive-thru. Isso já dá certo em outros segmentos no varejo, como nos restaurantes, onde o cliente liga e retira o pedido no local”, explica Jorge Inafuco, ex-diretor de pesquisa do Carrefour e atualmente consultor de varejo e gerente da PwC Brasil, em entrevista exclusiva ao Portal Giro News.
A entrada da tecnologia no varejo é de fato uma tendência. Para especialistas do setor, o e-commerce de alimentos pode sim se tornar uma realidade no Brasil, mas só se passar por algumas adaptações. “Um modelo, por exemplo, onde o consumidor faça a compra pela internet e retire na loja, como se fosse um drive-thru. Isso já dá certo em outros segmentos no varejo, como nos restaurantes, onde o cliente liga e retira o pedido no local”, explica Jorge Inafuco, ex-diretor de pesquisa do Carrefour e atualmente consultor de varejo e gerente da PwC Brasil, em entrevista exclusiva ao Portal Giro News.
Cenário
O drive-thru no varejo já é um formato associado ao e-commerce, que também pode dar certo no varejo alimentar. “Uma das grandes tendências é o que chamamos de eletrônica embarcada em loja. Cada vez mais o varejo trazendo pras suas lojas meios tecnológicos pra despertar o interesse e facilitar a vida dos consumidores”, explica. Como exemplo de varejo, o especialista cita um modelo em que o cliente faz a reserva de produtos através do site, a loja reserva o carrinho com as compras, o cliente se desloca até a loja, checa os produtos, vê se falta algo e conclui a sua compra. Alguns supermercados já adotaram esse método, como é o caso do Extra e do Pão de Açúcar.
E-commerce X Loja Física
Quando se fala sobre uma possibilidade de e-commerce de alimentos no Brasil, é muito comum associar como um canal de competição com o varejo tradicional. Mas, segundo os especialistas do setor, essa modalidade não deve prejudicar as lojas físicas, e sim, agregar valor. “Muito pelo contrário, as lojas não acabariam, iriam aumentar as vendas. O e-commerce não mata, não acaba com as lojas, desde que os varejistas consigam pensar em modelos convergentes. Esse é o grande objetivo: convergir os canais, pra melhorar a experiência com esse consumidor”, conclui Jorge Inafuco.