Plataforma Mapeia Novos Serviços para Lojistas
Nuvemshop Mira Aquisições


Com 90 mil lojistas cadastrados,
a plataforma de e-commerce Nuvemshop comprou 100% da operação da startup Mandaê
em outubro e segue em busca de novas oportunidades de fusões. "Com a situação
financeira atual, temos capacidade de adquirir outras empresas. O que
procuramos é sempre traçar habilidades, produtos que não temos ou que demoraria
muito para serem desenvolvidos", relata, com exclusividade ao Jornal Giro News,
Rodrigo Rivera, vice-presidente de estratégia e responsável pelos negócios de
pagamentos e logística da Nuvemshop na América Latina. O objetivo é acelerar o
crescimento do ecossistema. Segundo o executivo, em 5 anos, a meta é ampliar o
número de lojistas em 20 vezes.
Reforço na Logística
Através de investimentos
recém-captados, como os R$ 2,6 bilhões recebidos em agosto, a empresa pretende
investir em frentes como logística. "Além disso, temos foco em expansão
geográfica e em toda a parte de pagamentos. Temos que investir sempre em novos
parceiros, que atendam todos os aspectos que um lojista precisa", explica Rodrigo.
Atualmente, a Nuvemshop auxilia processos como catálogo, faturamento e checkout
das lojas virtuais. De acordo com o vice-presidente, a plataforma também dá
suporte ao gerenciamento multicanal, com presença em redes sociais e integração
do e-commerce à loja física. "Estamos prevendo um crescimento expressivo em
2021 e já temos uma perspectiva bastante favorável para 2022", antecipa.
Ascensão do E-commerce
As previsões estão
alinhadas com o cenário de avanço do e-commerce. Para Rodrigo, a principal tendência
do mercado é a migração para o comércio eletrônico. "Estamos vendo a
abrangência do e-commerce crescer em diferentes categorias. Temos muitos
brasileiros que compraram online pela primeira vez na pandemia e, agora, se
acostumaram com o digital e compram cada vez mais. O online continua subindo e
sua participação está ficando cada vez maior", analisa. Segundo o executivo,
esse movimento já aconteceria, mas foi acelerado pela pandemia. A expectativa é
que, futuramente, todo o varejo seja "habitado" por tecnologia. "Antes da
pandemia, 50% das empresas não vendiam online. Hoje, este número é de apenas
20%", conclui.
