Rappi Projeta Dobrar Atuação no Brasil em 2019
Entregas à Todo Vapor


Texto: Debora Rangel
Atuando no mercado brasileiro há pouco mais de um ano, a
Rappi, empresa de delivery, quer estar presente em 30 cidades no País, em 2019,
o dobro da abrangência atual. De origem colombiana, a startup já começou
trabalhando com o conceito de não ser um delivery de comida, mas um aplicativo
para entrega de tudo. "A evolução da Rappi foi guiada em função do usuário, ele
podia solicitar qualquer coisa e nós fomos acrescentando os itens mais pedidos,
como supermercados, farmácias e até dinheiro", explica o diretor de crescimento
da Rappi no Brasil, Tiago Barra. A empresa, que tem como foco de expansão a América
Latina, já conquistou mais 5 países: México, Argentina, Chile, Uruguai e Peru.
Categorias de Atuação
Das mais de 30 cidades que a Rappi atua, 15 estão no Brasil - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre,
Salvador, Recife, Fortaleza, Campinas, Brasília, Florianópolis, Ribeirão Preto,
Goiânia, São José dos Campos e São José do Rio Preto. Hoje, São Paulo já é a
terceira cidade que mais vende no aplicativo. "No Brasil, a gente vê muito
potencial de crescimento no modelo, as pessoas não possuem muito tempo e ter
alguém para fazer compras e entrega-las é essencial", pontua Barra. A Rappi
entega qualquer coisa, porém as verticais da empresa estão divididas em
supermercados, farmácia, restaurante, bebidas, petshop, lojas e serviços. "Os
segmentos que tem a maior parcela de pedidos são restaurantes, supermercados,
bebidas e dinheiro", revela o executivo.
Novo Modelo de Negócio
Com crescimento mensal de cerca de 30%, o aplicativo projeta
manter esse ritmo de expansão em 2019. A Rappi, em três anos, já é um unicórnio
(termo utilizado para startupsque possuem avaliação de preço de mercado
no valor de mais de 1 bilhão de dólares). Em sua última rodada de investimento,
em setembro de 2018, a empresa recebeu 220 milhões de dólares da DST Global. No
início deste ano, a startup lançou um Marketplace no Brasil. "Alguns parceiros
já têm a sua própria frota, mas, a gente encontrou uma forma de vender nosso
serviço para essas empresas", diz Barra. Nesse modelo de negócio, a Rappi gera
demanda para o parceiro, com a comunicação do aplicativo, e ele faz a entrega.
A empresa somente faz a intermediação da compra. "Esse serviço começou no
Brasil, com forte aceitação, então já estamos analisando sua expansão para os
outros países", adianta Barra.
