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E-commerce Alimentar Tem Potencial para Crescer

Canal Oferece Comodidade

Destaque E-commerce Alimentar Tem Potencial para Crescer

O comércio eletrônico do Brasil progride entre 10% e 12% anualmente. Dentro deste número está o canal alimentar, que representa 2% do total de produtos comercializados na internet. "Nesse share de bebidas e alimentos, a maioria é bebidas, então esse mercado ainda tem um potencial de crescimento muito grande. O brasileiro está pouco a pouco se acostumando com o e-commerce alimentar", revela Vinicius Tavares, diretor de planejamento, gestão e e-commerce do Grupo Super Nosso. Para o diretor, os principais aspectos que levam o consumidor a decidir comprar seus produtos alimentícios no online e não na loja física são comodidade, conforto e economia de tempo.

E-commerce com Perecíveis

O Grupo Super Nosso atua no e-commerce com duas plataformas: Super Nosso em Casa e Apoio Entrega. O Super Nosso em Casa comercializa todas as categorias oferecidas em uma loja física e, segundo o executivo, a entrega é feita por vans no prazo de 24 horas. Em 2019, a rede pretende implantar entregas no mesmo dia da compra. "O ticket médio é até 5 vezes maior em relação a uma loja física", revela Vinicius. Hoje, a plataforma representa cerca de 3% do faturamento da rede. Já o Apoio Entrega, com conceito de cash & carry online, disponibiliza produtos de categorias secas, com entregas feitas por caminhões para todo o estado mineiro. Nas compras a partir de R$ 600,00, o cliente não paga o frete e a entrega é feita em até quatro dias, dependendo da região.

Logística e Ajustes nas Plataformas

O mercado de varejo alimentar online enfrenta entraves que dificultam a sua ascensão. Dentre os motivos, estão: desconfiança do consumidor quanto à segurança da plataforma e à qualidade na separação de alimentos perecíveis. Para superá-los, afirma Tavares, é necessário garantir segurança digital, velocidade e navegabilidade nas plataformas, além de qualidade na oferta e entrega dos produtos, com veículos refrigerados. "O comércio eletrônico de alimentos está muito associado ao cuidado, à credibilidade passada ao cliente ao longo de todo o serviço", ressalta o diretor. Outra barreira para o brasileiro é o custo do frete. As redes investem em campanhas de frete grátis, para conquistar clientes.

17/01/2019

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Escrito por Bruna Soares

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