Varejo Sustentável Onde Todos Ganham
Por Flavio Menezes
O termo sustentabilidade está na moda. Muitas empresas assumiram o marketing sustentável. Porém, não fazem nem marketing, nem sustentabilidade. No varejo, por exemplo, algumas lojas com iluminação natural se dizem sustentáveis, sem nunca terem se preocupado com a expansão do conceito para outras áreas da empresa e sucessivamente a toda cadeia de produção. Mesmo porque, a coisa mais difícil no Brasil é saber o que é sustentável e o que não é. Não existe nenhum instituto ou órgão certificador de uma real redução de emissão de gases poluentes em todo o processo de produção.
Por Flavio Menezes
O termo sustentabilidade está na moda. Muitas empresas assumiram o marketing sustentável. Porém, não fazem nem marketing, nem sustentabilidade. No varejo, por exemplo, algumas lojas com iluminação natural se dizem sustentáveis, sem nunca terem se preocupado com a expansão do conceito para outras áreas da empresa e sucessivamente a toda cadeia de produção. Mesmo porque, a coisa mais difícil no Brasil é saber o que é sustentável e o que não é. Não existe nenhum instituto ou órgão certificador de uma real redução de emissão de gases poluentes em todo o processo de produção.
A ausência de um órgão certificador deixa toda a cadeia produtiva e logística insegura. Hoje, cada elo da cadeia produtiva tem que confiar no anterior, para ter o mínimo de garantia de que o produto exposto na gôndola seguiu adequadamente os conceitos de sustentabilidade. Talvez, por esse motivo é mais fácil se falar em loja sustentável e não em varejo sustentável. A aplicação dos conceitos de loja sustentável em algumas lojas do Walmart e Pão de Açúcar são exemplos claros de que a prática pode ser replicada em outras lojas e outras redes. Tanto o Walmart, quanto o Pão de Açúcar, estenderam o conceito para alimentos, bebidas e produtos orgânicos de marca própria. Com essa proposta as duas redes passaram a praticar o varejo sustentável.
Acredito que esses dois exemplos de varejo sustentável estimulam o consumidor a exercitar novas práticas. Ao comprar produtos diferenciados, apesar do preço mais elevado, o consumidor assume uma atitude mais responsável com a redução de gases de efeito estufa, por exemplo. A empresa, com o conhecimento que tem de seus fornecedores ainda é a única fonte de certificação ambiental e pelo peso de sua marca consegue transmitir e atrair a confiança dos consumidores. O consumidor é sempre levado a raciocinar que deve confiar em uma empresa que constrói lojas verdes.
O papel do varejista é despertar no consumidor a consciência, é educar o consumidor em todos os fatores que caracterizam tendências da sustentabilidade. A loja verde deve fazer o consumidor raciocinar nos três principais fatores que a tornam sustentável: energia elétrica, lixo e transporte. É preciso muita atenção na redução do consumo de energia, usando iluminação natural, aproveitando melhores recursos, como a água da chuva. Hoje, os projetos arquitetônicos fazem com muita desenvoltura seu papel de privilegiar esses fatores.
A instalação física da loja é o primeiro passo, porém o varejo verde deve ir além. Todos os varejistas têm os seus fornecedores cadastrados e têm meios para checar se eles estão produzindo da maneira correta. Não tem outro jeito, enquanto não surgir um instituto que faça a certificação de produtos, o varejista se quiser saber se o produto que está na loja dele é realmente sustentável e atendeu as regras ambientais, vai ter que fazer a fiscalização por ele mesmo.
Flávio é sócio do escritório Menezes Advocacia
flavio@menezesadv.com.br
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