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O Retorno dos Chatos

Mais uma vez os chatos se manifestam, sempre contra o humor, a espontaneidade e a surpreendente qualidade da publicidade brasileira. Agora, as baterias se voltam contra um comercial da Nova Schin para televisão. No final de 2011, o publicitário Adilson Xavier falou ao Portal Giro News sobre a campanha da Hope, proibida pelo Conar e estrelada por Gisele Buchen, da qual participou do processo de criação. Xavier destacou à época que “estamos criando uma minoria de chatos que querem acabar com o bom humor do país (...) querem tornar o Brasil careta”. E não é para surpresa de ninguém que este tipo de informação voltou a aparecer no noticiário.

Mais uma vez os chatos se manifestam, sempre contra o humor, a espontaneidade e a surpreendente qualidade da publicidade brasileira. Agora, as baterias se voltam contra um comercial da Nova Schin para televisão. No final de 2011, o publicitário Adilson Xavier falou ao Portal Giro News sobre a campanha da Hope, proibida pelo Conar e estrelada por Gisele Buchen, da qual participou do processo de criação. Xavier destacou à época que “estamos criando uma minoria de chatos que querem acabar com o bom humor do país (...) querem tornar o Brasil careta”. E não é para surpresa de ninguém que este tipo de informação voltou a aparecer no noticiário.

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) solicitou ao Conar a “imediata retirada do ar do comercial Festa de São João”, alegando discriminação contra travestis. No filme, um grupo de amigos se encanta com uma mulher em uma festa de São João, até um deles se aproximar e descobrir que era um travesti e virar motivo de diversão para os demais.

O Conar ainda não agiu e nem notificou a Schincariol, segundo a própria empresa, porém, este episódio escancara novamente uma tentação absurda de determinadas classes da sociedade em limitar os processos de criação na sociedade brasileira. O mais irônico, desta vez, é justamente o fato de uma classe que defende arduamente a liberdade apoiar uma censura. De repente, nas mentes de quem lidera a associação, agora um grupo de homens heteros não pode nem ter o direito de não gostar de travestis e muito menos de achar cômica a cena de um amigo confundir um travesti com uma mulher. Realmente, Adilson Xavier tem razão e parece que o objetivo é realmente este: “tornar o Brasil careta”.

Mais do que isso, o Brasil pode se tornar o país da censura total, daqui a pouco não se poderá mais fazer comercial com careca, padre, mulher feia, mulher bonita, baixinho, anão, papagaio. No caso atual todos defendem as opções pessoais, com o direito de ser quem é, sem que ninguém perceba o que não é.

29/05/2012

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Escrito por Luís Henrique Moreira

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