La Grand Buffe - Por Mario Castelar
Esta manhã, vindo para o escritório tive um insight. Será que a atividade de marketing, como a concebo, não existe, sendo apenas subsidiária de vendas e finanças? A maioria das manifestações que tenho lido/visto/ouvido - com as exceções de praxe - podem conduzir a essa conclusão. Por exemplo, tenho acompanhado o noticiário sobre a intenção de uma rede internacional de lojas de varejo comprar um de seus concorrentes. Em nenhum momento, os jornalistas que estão acompanhando o caso falaram de algum movimento de natureza conceitual. Aparentemente trata-se de aumentar faturamento, lucro, valor das ações, volume de vendas e poder de compra.
Esta manhã, vindo para o escritório tive um insight. Será que a atividade de marketing, como a concebo, não existe, sendo apenas subsidiária de vendas e finanças? A maioria das manifestações que tenho lido/visto/ouvido - com as exceções de praxe - podem conduzir a essa conclusão. Por exemplo, tenho acompanhado o noticiário sobre a intenção de uma rede internacional de lojas de varejo comprar um de seus concorrentes. Em nenhum momento, os jornalistas que estão acompanhando o caso falaram de algum movimento de natureza conceitual. Aparentemente trata-se de aumentar faturamento, lucro, valor das ações, volume de vendas e poder de compra.
E qual a proposta? Vender mais, pagar menos, dominar o mercado. Nada com relação ás pessoas, suas necessidades, seus sonhos, suas crenças e seus valores. Trata-se de lucrar até que se arrebente a boca do balão, para então recorrer ao Banco Central (ou equivalente) e voltar a predar, destruir, desinvestir, demitir. E começar tudo de novo.
Parece "La Grand Buffe" com os personagens comendo até morrer. Só que aqui eles morrem, mas antes matam muita gente como os games modernos. Como diria meu irmão Mauricio José, com sua dificuldade de falar depois do acidente, "coisa de louco!"