Bom cabrito
Por que será que os serviços de "atendimento ao consumidor" são, de um modo geral, tão ruins? Tenho a impressão de que um número significativo de empresas vê esse serviço como uma obrigação, um "mal necessário", na "batalha" que travam com os "consumidores". Para elas, as pessoas "compram porque querem" e aí acabam seus eventuais "direitos". A crença nessas organizações deve ser a de que elas existem para vender e, quando o fazem, sua obrigação se encerra quando recebem o pagamento.
Por que será que os serviços de "atendimento ao consumidor" são, de um modo geral, tão ruins? Tenho a impressão de que um número significativo de empresas vê esse serviço como uma obrigação, um "mal necessário", na "batalha" que travam com os "consumidores". Para elas, as pessoas "compram porque querem" e aí acabam seus eventuais "direitos". A crença nessas organizações deve ser a de que elas existem para vender e, quando o fazem, sua obrigação se encerra quando recebem o pagamento.
Trabalhei numa empresa com um diretor comercial que dizia a toda hora: "meu papel é vender. Não respondo nem mesmo pela entrega".
Nessas organizações permanece viva a crença de que a venda é um embate de espertezas. De um lado o "consumidor", que eventualmente tem dinheiro ou crédito, e do outro lado o vendedor esperto. que vai ficar com esse dinheiro em troca de alguma coisa - mercadoria ou serviço - mesmo que o tal "consumidor' não precise da tal coisa.
E,nessa batalha, a vitória suprema é a de vender "areia no deserto", "picolé para esquimó".
Uma atitude tão cultural que mereceu até música. Billy Blanco fez:
"Camelô, esse dono da calçada
com a conversa bem jogada
vende a quem não quer comprar"
Publicando um jeito de pensar segundo o qual a venda pode ser um enredo, uma mentira artificiosa e a reclamação é "jus esperniandi", choro de perdedor. Afinal: "bom cabrito não berra". Como dizíamos antigamente.