Com dívidas de R$ 827,4 milhões, Ri Happy pede recuperação extrajudicial
A Ri Happy e outras cinco empresas do grupo entraram com um pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo, no domingo (18), para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas. Credores que representam R$ 308,8 milhões, o equivalente a 42,38% do total incluído no plano, já aderiram à negociação. O pedido foi apresentado pouco mais de um mês após a aquisição do grupo pela BluSun Capital, anunciada em agosto, quando a gestão passou a ser liderada por Héctor Nuñez, fundador da gestora. A empresa afirma que a medida faz parte de um plano de reestruturação financeira e operacional e que as lojas físicas e os canais digitais seguem funcionando normalmente. Segundo o documento apresentado à Justiça, o grupo mantém cerca de 292 lojas no Brasil, entre unidades próprias das marcas Ri Happy e PBKids e franquias, e emprega mais de 2.600 pessoas.
Motivos da crise
De acordo com a rede, entre os fatores apontados para as dificuldades financeiras estão os efeitos da pandemia, os juros elevados, a queda nas vendas e a perda de poder de compra dos consumidores. O grupo também cita a recuperação abaixo do esperado após a renegociação de cerca de R$ 292 milhões em dívidas bancárias, realizada em 2023, e a concorrência de plataformas internacionais, como Shopee e AliExpress. Segundo a empresa, mesmo com a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, produtos importados mantêm vantagem tributária em relação aos vendidos no Brasil. O pedido cita dados de 2024 do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), segundo os quais os impostos representam quase metade do preço de bicicletas e bolas de futebol e 52,78% do valor dos patins. A nova gestão informou ainda que está adotando medidas para melhorar a liquidez, controlar custos e reorganizar a estrutura de capital, além de promover ajustes nas equipes corporativas e preparar uma mudança de sede. As informações são do G1.
