A Grande Lição de Samuel Klein
O fundador da Casas Bahia, que faleceu ontem (20), aos 91 anos, ficou conhecido por ter descoberto o potencial de compras da população de baixa renda, ainda na década de 50. Porém, a grande lição que há por trás disso está no nicho identificado por Samuel, na maior oportunidade de negócio que há: fazer e investir em algo que seja realmente diferenciado. Foi assim que ele construiu um império, que acumulava um faturamento de R$ 14 bilhões em 2009, quando teve 53% de seu negócio vendido para o Grupo Pão de Açúcar.
O fundador da Casas Bahia, que faleceu ontem (20), aos 91 anos, ficou conhecido por ter descoberto o potencial de compras da população de baixa renda, ainda na década de 50. Porém, a grande lição que há por trás disso está no nicho identificado por Samuel, na maior oportunidade de negócio que há: fazer e investir em algo que seja realmente diferenciado. Foi assim que ele construiu um império, que acumulava um faturamento de R$ 14 bilhões em 2009, quando teve 53% de seu negócio vendido para o Grupo Pão de Açúcar.
Estratégia à Risca
Muitas redes de varejo se especializaram em viabilizar financeiramente os desejos de consumo das classes C, D e E, as mais populosas do Brasil, assim como as Casas Bahia, mas nenhuma com tanto afinco. Enquanto concorrentes como Mesbla, Mappin e Coroa Brastel investiam em lojas sofisticadas, a rede de Samuel Klein levava a estratégia à risca e não investia mais do que o necessário no pdv, com lojas despojadas, apostando numa enorme variedade de produtos, sempre com mercadorias simples, familiares a seu target. Os celulares, por exemplo, só entraram nas gôndolas das suas lojas em 1999, quando os preços se tornaram mais acessíveis.
