Tendência em 2022 é a Retomada das Vendas Físicas, Mas as Estratégias Pré-pandemia Já Não Valem Mais
*Por Luis Tomasetti
Passados
dois anos desde o início da pandemia, é comum parar, refletir e
relembrar como era a vida "normal" antes da Covid-19 chegar ao mundo,
principalmente quando se trata do varejo, segmento que passou por
tantas incertezas desde que tudo começou.
É
fato que o e-commerce nos últimos dez anos vem apresentando bons
números de crescimento ano a ano e que cada vez mais os consumidores
buscam pela facilidade e comodidade das vendas digitais. Mas, apesar de
ser algo "comum" no mercado brasileiro, foi mesmo com a pandemia que os
consumidores se viram obrigados a realmente adotar este modelo de
compras, uma vez que não podiam sair de casa nos primeiros meses.
Com
a situação da pandemia caminhando para se estabilizar, não seria
estranho que os clientes voltassem a hábitos antigos de consumo. Ou
seja, estamos falando de pessoas que voltam a consumir nos ambientes
físicos e, portanto, fazem com que as vendas online tenham uma
desaceleração. Isso é comprovado pela 7ª edição da pesquisa Consumer
Pulse, que diz que as visitas às lojas físicas voltaram a crescer e hoje
predominam com 60% contra 40% do online.
Isso
quer dizer que as pessoas não querem comprar online ou que o e-commerce
está desacelerando? Não! Costumo dizer que após um momento de pico
muito alto, neste caso ocorrido pela situação pandêmica e por
necessidade, é comum que público em geral sinta vontade de retomar as
compras presenciais. Inclusive, a mesma pesquisa também revela que dois
terços dos brasileiros realizam tanto compras online, quanto offline
(adotaram o conceito omnichannel), o que indica que os canais são, de fato, complementares.
Com
isso em mente, prova-se mais do que nunca que é necessário fazer o
equilíbrio dos canais de vendas das empresas e, mais do que isso, a
integração total das estratégias e a inovação dentro dos negócios. E
ainda vou além: para o varejo físico, é o grande momento de brilhar
depois de dois anos tão difíceis com poucas pessoas na rua. Além disso, é
o momento de analisar as novas necessidades, vontades e mudanças deste
cliente que passou quase dois anos dentro de casa. Ou seja, fazer o que
já era feito no período pré-pandemia já não vale mais. Inovar será
essencial para sobreviver ao novo mercado!
Sendo assim, além das vendas híbridas que foram citadas anteriormente, é preciso também falar sobre o conceito de experience oriented,
que nada mais é do que orientar as estratégias do varejo físico para a
experiência do consumidor dentro da loja, pois é isso que diferencia do
comércio online. Desde a disposição de produtos, atendimento, inovações
de conectividade em loja, integração com ambientes online, o que
importa é fazer com que o cliente se sinta vislumbrado no ambiente
físico.
Duas
grandes marcas estão se destacando e fazendo um trabalho realmente
incrível neste sentido. A primeira é a Amazon, que anunciou, em janeiro
deste ano, que abrirá sua primeira loja física e que trará uma
experiência totalmente integrada com o online que facilitará o
consumidor durante a sua jornada dentro da loja. Com código QR Code para
digitalizar peças e obter informações de tamanhos, cores, etc, o espaço
terá as facilidades que os clientes buscam. Além disso, também terá
inovação na experimentação em provadores e pagamentos diretamente em
caixa.
Já
a gigante Nike está de olho nas tendências do Metaverso, mirando em
experiências de realidade virtual. Um teste já foi feito com alguns
clientes que usavam óculos com lentes do Snapchat para mudar a roupa de
seus avatares, por exemplo.
É
claro que casos como os citados anteriormente são de gigantes do varejo
e podem não valer para a maioria das empresas, uma vez que a maioria
brasileira está enquadrada no segmento de PMEs. Mas, o que quero trazer
à discussão é que independentemente do tamanho da nossa inovação, o
mundo mudou e as pessoas mudaram junto. As tendências não param de
aparecer. E, nós varejistas, precisamos acompanhar para não morrer no
mar.
Na
Passarela, por exemplo, é possível ir à loja física e, na hora das
compras presenciais, também contar com toda a grade de produtos do nosso
marketplace que disponibiliza mais de 50 sellers nas categorias de
moda, beleza, acessórios e calçados. Além disso, cada loja também
funciona como um hub de distribuição, o que otimiza toda a logística de
entregas, já que são 15 pontos espalhados pelo interior de São Paulo e o
cliente não quer mais esperar muitos dias para receber suas compras.E a sua empresa, está preparada para inovar na retomada?
*Luis Tomasetti é CEO da Passarela
13/04/2022
