Supermercados Ainda Têm o Potencial do E-commerce Inexplorado
*Por Everton
Carlos de Oliveira
O delivery de compras de supermercados já é uma realidade no
Brasil. Tanto os varejistas quanto as plataformas digitais que os conectam até
os consumidores estão abertos às inovações e evolução dessa modalidade de
compra, mas ainda não é comum e possui um alto potencial para a lucratividade e
posicionamento de mercado.
As tendências de consumo que chegam ao Brasil, na sua grande
maioria, são vindas dos EUA. Exemplo disso são as compras em sites da China,
como AliExpress, o sucesso da Amazon e o self-checkout. E por lá, a compra
online de itens de supermercado já é algo consolidado. Institutos como Mercatus
e Incisiv projetam que o e-commerce responderá por 20% das vendas de
supermercados nos EUA nos próximos cinco anos. Os consumidores se acostumaram
com a conveniência dos supermercados digitais por causa da pandemia e, provavelmente,
manterão os novos hábitos de consumo daqui pra frente.
Boa parte dos supermercadistas já levou, de alguma forma, o
estabelecimento ao mundo digital. Mas, devido a urgência que a pandemia exigiu
para essa transformação, alguns não avaliaram as melhores opções, apenas
fizeram o que tinham de fazer. Agora, com um cenário mais estável e até
promissor, tanto as plataformas de marketplace quanto os supermercadistas vêm
trabalhando para aperfeiçoarem seus serviços.
Um dos maiores desafios do supermercadista é fazer a cadeia de
suprimentos funcionar e ser lucrativa. Isso depende da organização e das
ferramentas certas para que ele consiga vender tanto no online quanto na loja
física.
Já sabemos que a tendência dos consumidores é seguir comprando
online, até mesmo os produtos de supermercado, mas é necessário estratégia. O
supermercadista precisa de integração entre as plataformas de marketplace e seu
ERP, por exemplo, pois apenas dessa forma será possível manter suas vendas com
um estoque controlado, prazos cumpridos e, ainda, manter um bom atendimento ao
cliente.
Também é preciso saber quais são os principais marketplaces
utilizados pelos seus clientes, por isso, não poupe as pesquisas. Quanto mais
você souber sobre o comportamento do seu público, melhor serão as suas
estratégias. Cada hábito é importante para criar ações que fazem sentido.
De acordo com os dados do Ebit/Nielsen, 90% dos consumidores
afirmaram que a experiência no marketplace foi boa ou ótima. Ainda segundo
levantamento, a principal motivação para comprar de um seller dentro do
marketplace é a sua pontuação ou reputação dentro da plataforma.
Após a análise do consumidor e escolha dos marketplaces ideais é
preciso avaliar as ferramentas que farão a integração entre a loja física e o
digital. Ter um ERP para vender nos marketplaces dá mais musculatura para o
desempenho nas plataformas, a começar pela centralização dos dados, pois a
ferramenta reúne as informações que já estão armazenadas nele com aquelas
geradas no marketplace.
O resultado é a potencialização da visibilidade do seu negócio e a
manutenção de qualidade dos seus produtos e/ou serviços, coisas que impactam
diretamente na reputação e na satisfação do seu consumidor.
*Everton
Carlos de Oliveira é executivo de Negócios e Vendas da Viasoft
