Segurança de Dados no Pós-Pandemia: o que Aprendemos?
*Por
Luiz Penha
O período de
pandemia global de Covid-19, que ainda caminha para ser superado, trouxe
mudanças complexas para o cenário empresarial - na maioria dos casos, com
caráter de obrigatoriedade, dada a urgência para que as atividades fossem
preservadas, mantendo um nível satisfatório de competitividade das
organizações. Evidentemente, não há como fugir de consequências naturais de um
momento extremamente atípico, que foge do controle dos gestores.
Nesse sentido,
apesar das dificuldades encontradas, manter-se inoperante não é uma alternativa
aconselhável. No que diz respeito ao uso e armazenamento dos dados, tal
afirmação mostra-se igualmente decisiva. É preciso garantir que as informações
movimentadas no âmbito interno estejam resguardadas por um ambiente seguro, com
os artifícios ideias para que ataques criminosos, vazamentos, entre outras
práticas ilícitas não comprometam a integridade do negócio. Isso posto, se
olharmos para o futuro, a expectativa é de que esse tipo de mentalidade esteja
cada vez mais disseminado entre as empresas brasileiras.
Departamento
de TI é fio condutor de operações seguras
Em determinado
instante referente à pandemia enfrentada pelo país, o isolamento social fez com
que diversas companhias reformulassem, de forma apressada, os sistemas de
trabalho adotados para seus profissionais. Esse objetivo, compartilhado por
muitos, foi ao encontro à implementação tecnológica como fator-chave para que
os colaboradores pudessem exercer suas funções, mesmo que remotas, com um
patamar eficaz de produtividade e engajamento. O TI, de 2020 para os dias
atuais, serviu como um agente de contenção fundamental para empresas de
segmentos e portes variados, em face de uma crise sanitária sem precedentes.
No entanto, é
importante que se fomente uma ideia de que a tecnologia pode e deve ir além. O
avanço tecnológico não vem, originalmente, do ano que se passou. Trata-se de um
processo de transformação digital amadurecido por décadas, com benefícios
identificados no cotidiano das operações, sob áreas diversas. Hoje, o
investimento consciente em uma infraestrutura de TI consolidada é um
pressuposto básico para lideranças preocupadas com a proteção dos dados.
O que muda
com novos formatos de trabalho?
Em um estudo
realizado pela empresa de pesquisas Tessian, estresse e distração foram
condições apontadas como as principais causadoras de erros de cibersegurança
por parte dos funcionários, dentro do modelo de home office. Sob a
premissa de que o trabalho à distância tende a se consolidar entre as
organizações nacionais, é indispensável que ações voltadas para a preparação
das equipes, bem como a utilização de ferramentas robustas, estejam em pauta
pelos gestores.
Novas
modalidades trazem novos desafios, isso é fato. Claro, é esperado que se
obtenha um tempo de adaptação dos envolvidos na rotina processual. Porém, não
se pode confundir um espaço necessário para aprendizado e capacitação com a
inércia; existem opções personalizadas e escaláveis no mercado, reunindo os
elementos ideais para a construção de uma cultura corporativa respaldada pela
cibersegurança.
Migração para
o digital exige políticas de cibersegurança
O caminho rumo à
digitalização parece inevitável. E isso não é por acaso, com contribuições
abrangentes e perspectivas estratégicas enriquecedoras, esse é um tema cuja
relevância se relaciona com os dias atuais. Entretanto, discutir a introdução
de novas tecnologias sem considerar a segurança dos dados pode acabar se
tornando uma iniciativa incompleta. Sem dúvidas, não existe transformação
digital sem cibersegurança.
Para concluir o
artigo, destaco que essas são algumas das lições extraídas de um período
desafiador para todos, sem distinções. Agora, mostra-se determinante a busca de
lideranças corporativas por meios de se prevenir quanto à ocorrência de ataques
criminosos às informações disponíveis, assim como falhas operacionais
corriqueiras. No fim, as maiores favorecidas serão as próprias empresas, que
passarão confiabilidade ao mercado, sem prejuízos desnecessários e com o apoio
de soluções de segurança.
*Luiz Penha é founder e Head de Operações da Nextcode.
