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Quedas Recordes no Varejo e na Indústria dos Estados Unidos Ampliam Temores na Cadeia Produtiva Global

*Por Cristina Helena Pinto de Mello

Retração em março foi de -8,7% no varejo e de -6,3 na indústria

Em março, os números das vendas do varejo e da produção industrial nos Estados Unidos em meio à pandemia do coronavírus foram além das expectativas já pessimistas do mercado. As vendas no varejo caíram 8,7%, queda três vezes maior do que a pior baixa do auge da crise de 2008. A produção industrial americana despencou 6,3%, a maior baixa desde 1946. A expectativa do mercado era de uma queda menos acentuada, de -3,2%.

Para Cristina Helena Pinto de Mello, economista e pró reitora nacional da pesquisa da ESPM, a forte queda nos dois setores da economia americana pode apresentar consequências sistêmicas na cadeia produtiva global. "A consequência mais importante de quedas tão bruscas é o fechamento de empresas e atividades que são elos importantes na cadeia produtiva. É fundamental identificar os setores mais estratégicos em diferentes cadeias produtivas para conter esse estrago", afirma.

Porém, de acordo com ela, o setor mais prejudicado tanto na economia americana quanto na global seguirá sendo o varejo. "A situação é mais grave no varejo porque as pessoas passarão a se preocupar em não gastar dinheiro, para ter recursos para enfrentar o pós-crise. Portanto, o prejuízo poderá não só atingir o varejo físico, mas também o online", diz Cristina. "Temos uma crise de confiança dos consumidores se aprofundando."

*Cristina Helena Pinto de Mello é economista e pró reitora nacional da pesquisa da escola de negócios ESPM.

17/04/2020

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