Qual o Futuro do Trabalho nos Atacadistas e Distribuidores?
*Por Rafael Martins
Os avanços tecnológicos,
que estão e estarão cada vez mais movimentando os atacadistas e distribuidores,
são necessários para atender às exigências do novo perfil de consumidores
digitais.
Estudos mostram que, até o ano de 2020, cerca de 50% das compras serão feitas
online, por meio de smartphones, tablets e outros eletrônicos. Portanto,
possuir um e-commerce e uma ferramenta de controle de vendas não é mais um
diferencial, mas, sim, o básico das necessidades de mercado do varejo.
No atacado distribuidor há uma série de mudanças que as impactarão. Hoje, o
setor já aprimora seus processos de gerenciamento de armazéns e visualiza a
cadeia de suprimentos com ferramentas tais como robôs, Inteligência Artificial,
Machine Learning e Internet das Coisas.
Neste contexto de inovação, um exemplo é a tendência da 'cadeia de suprimentos
digitais', cujos esforços englobam software, comunicação e automação dos
centros de distribuição. Tudo, para atender aos requisitos da Economia Digital.
E para transformar essa demanda por modernização em realidade, se faz
necessário o capital humano. Isso significa que, para investir na automação dos
processos internos que otimizarão a experiência do cliente, as empresas
precisam, primeiro, investir em sua equipe, fornecendo subsídios de trabalho
condizentes com as suas expectativas e a nova realidade do mercado. Aqui,
estamos falando de uma visão de Recursos Humanos, que, atualmente, engloba benefícios
como flexibilidade de horários, atuação home office, autonomia nos processos e
ambiente colaborativo, entre outros.
O olhar interno, oriundo da pressão do mercado por inovação, é o motor da força
de trabalho que direcionará o futuro das empresas de distribuição. Por isso,
líderes estão reinventando sua mão de obra a fim de fornecerem a rápida
inovação que as empresas precisam para se manterem competitivas. Ou seja, o
futuro do trabalho das empresas de distribuição é sinônimo de adquirir novas
habilidades para apoiar a caminhada da Transformação Digital. E, colocando a
tecnologia como impulsionadora, tudo pode mudar, já que o mundo está volátil.
Agora, é importante que as organizações se perguntem se estão prontas e, mais,
se estão dispostas a estas mudanças.
*Rafael Martins é CEO da
LifeApps, empresa do Grupo Máxima responsável por plataformas de e-commerce.
