Proximidade, Agilidade e Conveniência: o que Esperar das Lojas do Futuro
*PorElias
Rogério da Silva
Fazer
compras on-line é bom, mas ir até uma loja para tomar a decisão certa, às
vezes, é fundamental. Não por acaso, embora as vendas virtuais estejam em alta,
mais de 40% dos clientes ainda dão preferência absoluta à possibilidade de ver
e tocar uma mercadoria antes de comprá-la. Além disso, cerca de um terço dos
consumidores afirmam que não querem esperar e, por isso, preferem ir até um
ponto de venda físico para comprar produtos, comidas e bebidas sem demora.
O fato é que estamos diante de uma era de desejos
conflitantes, com clientes demandando novos modelos de atendimento dos
varejistas e comerciantes de um modo geral. De um lado, a conveniência de fazer
pedidos sem sair de casa e, do outro, a experiência prática das lojas. Sendo
assim, é hora de pensarmos em como podemos juntar o melhor desses dois mundos,
trazendo a tecnologia digital e a capacidade de personalização das lojas
tradicionais para atender de modo completo as necessidades dos clientes.
Vale destacar que estudos indicam que, em um futuro próximo,
teremos consumidores mais velhos, menos ricos, que viverão em residências
menores e que terão mobilidade restrita. Ao mesmo tempo, a população mais jovem
e que vive em áreas urbanas prefere um estilo de vida mais sociável, rápido e
baseado em experiências. Saber combinar essas tendências é, portanto, uma
tarefa complexa.
Uma das estratégias adotadas pelos varejistas é a
criação de lojas pequenas, localizadas em áreas densamente povoadas, para
oferecer experiências mais convenientes, produtos selecionados e atendimento
mais rápido e sem atritos para as frequentes visitas de consumidores para
compras de dia a dia.
Por exemplo: a Target, uma das mais importantes lojas
de departamento dos Estados Unidos, tem adotado essa estratégia, integrando as
jornadas on-line e física dos clientes trabalhadas de forma inteligente. A rede
norte-americana investiu na evolução de seu modelo de negócios, testando
soluções que incluíram a implementação de lojas menores, pedidos on-line com
opção de retirada na unidade física, entregas por drones e até uso de robôs em
seus pontos de venda. Já são cerca de 100 lojas nesse modelo, com recursos que
estão se tornando seu maior trunfo na concorrência com os e-commerces como a
Amazon.
Podemos dizer que os consumidores de hoje procuram
conceitos de varejo que ofereçam proximidade, velocidade e conveniência. O
valor agregado de uma loja no formato "conveniência", ou c-store como
vem sendo chamado esse modelo, está na facilidade de acesso e na disposição de
produtos selecionados, o que permite atender a demanda por agilidade cada vez
mais pedida pelos clientes. Isso enfatiza a necessidade de as lojas terem
operações inovadoras, que sejam eficientes, flexíveis e acessíveis - da entrada
do cliente na loja até a conclusão de seu pagamento.
Isso porque, para a maioria dos consumidores, fazer
compras com eficiência significa gastar menos tempo na fila. Pesquisas mostram
que, em média, os clientes gastam 31% do tempo em uma loja esperando na fila
para pagar. Isso é muito mais do que um simples inconveniente - essa demora
pode ter um grande impacto negativo nas receitas, pois não é raro que as
pessoas desistam de esperar e escolham outras opções na concorrência. Quase
metade dos clientes afirma que a facilidade para entrar e sair da loja determina
onde eles farão suas compras. Eles também indicam que a flexibilidade nas
opções de pagamento é fundamental para que eles decidam onde comprar.
Um elemento chave para tornar as c-stores mais convenientes é adicionar
a opção de self-checkout (SCO) ao lado da estação de pagamento tradicional.
Levantamentos internacionais apontam que a combinação de SCO com self-service,
por exemplo, aumenta o total gasto pelos clientes em até 30%.
O varejo avança a passos largos em direção a uma
realidade cada vez mais tecnológica para os clientes e lucrativa para as
empresas. Escolhendo os melhores parceiros para desenvolver soluções
customizadas para as necessidades de seu negócio, é possível driblar os
desafios de aumentar a velocidade e a conveniência das lojas, tornando a
companhia em uma
vencedora no dinâmico cenário de varejo de hoje.
*Elias
Rogério da Silva é Presidente da Diebold Nixdorf Brasil.
