Marketplace Além do Online
*PorAbel Ornelas
Maduro no Brasil, o comércio online ganhou força
durante o período de pandemia com o fechamento de lojas e de grandes centros
comerciais. O marketplace, especialmente, com um modelo de negócio que
consiste em uma grande vitrine que possibilita aos lojistas a exposição e a
venda de itens, produtos e serviços das mais diversas categorias já está
inserido não apenas no varejo tradicional, com os grandes players de
e-commerce, mas vem conquistando mais espaço em novos mercados, como startups,
indústrias e com pequenos e médios comerciantes.
De acordo com a pesquisa "Vender em Marketplaces
2020", realizada pelo Olist antes da pandemia, as premissas para 2020 na
modalidade eram de profissionalização e expansão. A pesquisa também identifica
que os lojistas estão mais maduros e confiantes em relação ao potencial dos marketplaces.
Do ponto de vista deles é notável essa maturidade com o crescimento em
participação no volume de vendas online.
A partir da crescente profissionalização dos
lojistas, cada vez mais amparados pela tecnologia e novas ferramentas de gestão
e logística, outra vantagem é a mudança na visão do consumidor que passa a
enxergar esse formato com mais credibilidade e se sentindo seguro ao realizar
suas compras.
Pensando em expansão, a limitação do marketplace
somente no online se torna obsoleta. Por meio da criação de novos canais de
vendas na pandemia, por exemplo com o uso do WhatsApp para atendimento e
relacionamento com os consumidores e da transformação dos vendedores de lojas
físicas em consultores de vendas online, os produtos de sellers reforçam
o sortimento de produtos das marcas e possibilitam atender o consumidor em
inúmeras necessidades também nas lojas físicas.
Com a reabertura gradual do comércio, e a
continuidade no atendimento online pelo vendedor - agora consultor - a loja
física passa a ser mais uma opção de vendas adicional aos sellers,
ampliando ainda mais o alcance do sortimento, anteriormente
"restrito" ao online. Com o portfólio de produtos do site e a
concessão de crédito para financiamento dessa compra, os vendedores expõem os
itens aos clientes, garantem mais agilidade na compra e incrementam as vendas.
Dessa forma, nenhum cliente ficará sem os produtos desejados, diante da
possibilidade de aderir ao crediário, além de economizar tempo e realizar suas
compras de forma otimizada.
Cabe ao lojista identificar qual plataforma
comporta esse tipo de formato, já que se trata de uma mudança no jeito de
vender da forma que conhecemos. A proximidade e relacionamento com o cliente
por meio do entendimento de suas necessidades é a primeira etapa para uma venda
bem feita. O que precisamos agora é ir além disso.
*Abel
Ornelas é COO da Via Varejo
