Dark Store: Como Esse Fenômeno Vai Impactar o "Novo Varejo"
*Por Eduardo Fregonesi
O
avanço da tecnologia está mudando não só o varejo como um todo, mas a
própria percepção do consumidor sobre o setor. Segmentos que,
historicamente, sempre mostraram resistência aos canais digitais, como
os de itens de consumo rápido e perecíveis, estão, aos poucos, adotando
estratégias para realizarem vendasonlinee entregarem seus
produtos aos clientes no conforto de suas casas. É um cenário novo e
integrado que exige adaptações e transformações nos processos - e que
faz o conceito dedarkstoreser cada vez mais comum no dia a dia dos profissionais.
De fato, não há mais como fugir dessa realidade.A pesquisa2018 Global Consumer Insights Survey,
realizada pela consultoria PwC, indica que quase a metade dos
brasileiros (45%) tem interesse em comprar itens básicos do
seucotidianoregularmente via Internet. Além disso, praticamente dois
terços deles (64%) estão dispostos a pagar mais caro no frete por uma
entrega mais rápida, se possível no mesmo dia (o famososame day delivery). A questão é como fazer essa entrega expressa, se possível em poucas horas, e garantir a qualidade do produto?
A resposta para essa questão passa justamente pela implementação da proposta dedarkstore(loja
escura, em tradução livre). São lojas fechadas ao público que atuam
como pontos de distribuição de produtos em uma determinada região. O
objetivo é bem simples: a pessoa que compra da empresa nos canais
digitais da marca, comoe-commerceou em aplicativos de
entrega, e está inserida nessa localidade podeoptar poruma entrega
rápida, recebendo o item empoucas hora,ou se preferir, retirar no
estabelecimento se assim preferir.
Dessa
forma, é possível otimizar de forma significativa a experiência do
consumidor, uma vez que ele tem a possibilidade de escolher não apenas o
melhor canal para comprar o produto, mas também a opção de frete mais
adequada de acordo com o seu perfil e interesse e sem perder em
qualidade nesse processo. Além disso, agradar o cliente é uma estratégia
fundamental nesse novo momento do varejo. Não é exagero dizer, por
exemplo, que a transformação digital passa não apenas pela aplicação da
tecnologia nos processos internos, mas principalmente pela proposta de
entregar melhores serviços e estabelecer um relacionamento mais genuíno
com seu público.
Evidentemente,
isso exige uma série de cuidados do varejista. Para que o plano
funcione, é necessário trabalhar, de forma otimizada e integrada, todos
os seus canais de venda. Hoje, muitas marcas oferecem diferentes
alternativas de venda ao usuário, comoe-commerce, atuação emmarketplaces,
lojas físicas, franquias, entre outras, para espalhar sua atuação em
diversas regiões e localidades. É preciso ter uma solução capaz de
orquestrar e reunir todos os pedidos para identificar em todo o estoque a
opção mais próxima e segura para aquela compra.
Os
varejistas precisam compreender que o varejo mudou: o que funcionava há
alguns anos não vai trazer os mesmos resultados atualmente. É
necessário buscar soluções e ferramentasque possibilitam a inovação
contínua e, principalmente, que atendem às demandas e preferências dos
consumidores. Com isso, a empresa dará um passo importante para
consolidar sua atuação no setor e crescer de forma sustentável nos
próximos anos.
*Eduardo
Fregonesi é CEO daSynapcom, empresa que oferece gestão personalizada
para e-commerces com soluções em operação, pagamentos, tecnologia e
marketing.
17/04/2020
