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Até Mesmo a Fila do Caixa Pode Trazer Insights Valiosos Para o Varejo

*Por RicardoFiovaranti

É uma situação que poucos consumidores gostam de enfrentar: as filas no caixa. Esperar vários minutos em pé, comocarrinho ou as compras em mãos, realmente não é o programa que as pessoas imaginam quando resolvem ir a uma loja. Mas por mais que seja uma situação que os gestorestentem evitar, a existência das filas também proporcionainsightsvaliosos para a análise de desempenho do estabelecimento. Com as ferramentas adequadas (como visão computacional einteligênciaartificial), é possível transformar essa situação em dados mensuráveis que irão embasar as decisões futuras do negócio. Mas o que essa situação pode oferecer ao varejista?Confira cinco exemplos:

1 - Tempo de espera na fila - O indicador mais básico é justamente o tempo de espera que o consumidor encara nas filas da loja. O ideal é que esse tempo seja o mais breve possível para não o irritar nem prejudicar a experiência que teve com a marca até então. Entretanto, também é preciso salientar que o tempo de espera no caixa pode estimular a compra por impulso - afinal, enquanto aguarda, o cliente pode se interessar por mais itens. Independentemente da estratégia, o primeiropassoé ter noção exata de quanto tempo as pessoas passam aguardando no caixa.

2 - Horários de pico na loja - A partir da identificação das filas do caixa, também é possível identificar os horários de maior movimentação do estabelecimento. São as horas de pico, ou seja, aquelas que precisam contar com maior atenção dos colaboradores e gestores. Se as filas se formam sempre em determinado horário, então evidentemente há maior fluxo de visitantes naquele período. Com esses dados, é possível adotar medidas que potencializam as vendasnesses momentos de maior movimentação.

3 - Gestão daequipe - Uma das principais medidas a serem adotadas quando há fila do caixa é melhorar a gestão dos colaboradores para garantir força máxima da equipe de trabalho nessas situações. Se há filas, é preciso ampliar o número de caixas e/ou colocar profissionais no apoio para auxiliar no que for preciso. Mas isso só é possível quando o gestor consegue visualizar os horáriosemque as filas se formam e o tempo médio que elas demoram. A partir daí, fica fácil definir as escalas produtivas.

4 - Taxa de ocupação do estabelecimento - Quantas pessoas passam pelo estabelecimento e quantas de fato andam por seus corredores são informações estratégicas importantes porque ampliam a base para a tomada de decisão dos gestores. A partir da fila dos caixas, é possível contar quantas pessoas a loja suporta sem aglomerar (em tempos de covid-19) e, principalmente, quantos consumidores deixam de servisitantes e passam a ser clientes. Com o relatório de vendas do dia, é possível chegar atémesmoà taxa de conversão e perceber o que funciona e o que precisa ser melhorado para atrair e estimular as compras.

5 - Experiência do cliente com a empresa - Por fim, as informações extraídas das filas do caixa podem, ou melhor, devem ser utilizadas para potencializar a experiência dos consumidores na loja. Quanto mais dados os profissionais têm em mãos, mais fácilécriar iniciativas que promovam maior engajamento e relacionamento com os clientes.O marketing pode, por exemplo, criar uma fila que estimule novas compras das pessoas a partir do impulso ou da recomendação. Ou então vendedores podem agilizar o atendimento de todos. Basta ter disposição para ir atrás de todosessesdados.

*RicardoFiovarantié CEO da FX DataIntelligence.

06/01/2022

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