Setor pet projeta faturamento de R$ 81 bilhões no Brasil em 2026
O mercado brasileiro de animais de estimação projeta faturamento de R$ 81 bilhões em 2026, alta de 4,35% em relação aos R$ 77,96 bilhões registrados em 2025. Os dados são da Abempet (Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação) e fazem parte do estudo “Faturamento e População Pet no Mundo - 2026”. Do total projetado, o segmento de pet food representa 52,8%, com receita estimada em R$ 42,9 bilhões. Na sequência aparecem a venda de animais, com R$ 8,9 bilhões, e o segmento Pet Vet, com R$ 8,6 bilhões. Entre os canais, os pequenos e médios pet shops concentram 48% do faturamento, ou R$ 39 bilhões, seguidos por clínicas e hospitais veterinários, com R$ 14 bilhões. No primeiro semestre de 2026, as exportações do setor cresceram 12%, sendo 89% pertencentes à categoria de pet food.
População pet e desafios do mercado
O Brasil é o terceiro país com maior população de animais de estimação, com 166,8 milhões de pets, alta de 2,33% em relação a 2024. Os cães representam a maior parcela, com 62,5 milhões, seguidos por aves ornamentais (44,3 milhões), gatos (33,3 milhões), peixes (23,6 milhões) e répteis e pequenos mamíferos (3,1 milhões). A população de gatos cresceu 4,5% no país, acima da alta de 2,3% registrada globalmente em 2024. O Sudeste concentra 48,2% dos animais de estimação brasileiros, seguido por Nordeste (23%), Sul (17,8%), Centro-Oeste (7,2%) e Norte (3,8%). Apesar do crescimento, a Abempet aponta fatores como inflação, câmbio e carga tributária como desafios para o setor. Segundo a entidade, a tributação pode chegar a 51% dependendo do estado, enquanto nos Estados Unidos varia de 8% a 10% e, na União Europeia, de 15% a 18%. “Ainda assim, os indicadores demonstram que o setor mantém crescimento consistente em diferentes frentes, incluindo faturamento, população pet e exportações - apesar das barreiras que o contêm”, afirma Caio Villela, CEO da Abempet.
